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PORTO POSTCARDS #3

12 fevereiro 2019

De volta ao Porto. E hoje partilho alguns postais bonitos da cidade assim como um sítio giríssimo para tomar um chá a meio da tarde. O artigo de hoje pinta-se de azul, preto e amarelo. Começa com um amanhecer bem cedo na cidade, sobre o rio, e termina com um chá delicioso num dos sítios mais trendy. Isto tudo para aguçar a curiosidade e anteceder as próximas publicações sobre a Invicta, que ainda há tanto por partilhar...


Segunda. Passavam poucos minutos das sete. Praticamente uma madrugada de trabalho — tendo em conta que era segunda — mas desta vez foi um despertar cedo por um motivo ainda mais gostoso; ver o nascer do dia no alto da ponte D. Luís I. O sol ainda não se havia levantado no horizonte mas a sua luz já iluminava a cidade e incidia na neblina que razia, baixa, junto ao chão. Levantei-me muito cedo nessa manhã, um pouco a receio do caos citadino do início de semana, mas há coisas que só se fazem num determinado momento e esta é uma delas.




Saí ainda antes de ser servido o pequeno-almoço no alojamento e fui caminhando pelas ruas da cidade, com calma, sem pressa, saboreando cada segundo. Fui pela Sé do Porto, vi a cidade de cima e aproveitei para continuar, em direcção ao rio. Queria ver a ribeira do alto, ter outra perspectiva. Gosto sempre de conhecer novos pontos de vista das cidades que visito. E a zona pedonal da Ponte D. Luís I é o miradouro perfeito para isso. O melhor mesmo? Ao início ou ao final do dia. A luz do Porto é linda (não fica nada atrás da de Lisboa) e a Invicta ganha uma nova vida nestes momentos.




Por volta das nove horas já estava de regresso ao alojamento, que fica ali um pouco mais acima do Bolhão. Quando os antigos diziam que deitar cedo e cedo erguer (...) os antigos não brincavam. Aliás, baseio-me muito nesta sapiência ancestral para certas tomadas de decisões. Ou, pelo menos, nesta que diz respeito a acordar cedo. Sou uma pessoa de manhãs. E adoro. Como viram, levantei-me, fui até ao Douro e voltei a tempo de tomar o pequeno-almoço — que era uma delícia e que eu estou ansiosa por partilhar convosco toda a experiência.




De forma a tornar as partilhas mais leves, acabo por não descrever o dia tal-e-qual como ele aconteceu. Vejamos: foram três dias intensivos, a visitar muitos sítios e espaços bonitos, que poderiam perfeitamente serem resumidos em três posts. Mas iriam ficar (mesmo) muito densos. E por isso prefiro dividir as informações. No primeiro artigo partilhei o almoço divinal no Mistu Restaurant e no segundo dou-vos uma lista de três cafés a visitarem. Pois bem, hoje — para além de todas as memórias bonitas — trago-vos mais uma sugestão, desta vez ideal para o chá das cinco.



Bem, para falar em boa verdade o espaço que vos venho mostrar é perfeito para qualquer ocasião do dia, desde o pequeno-almoço, passando pelo brunch, um almoço leve, um café, o chá da tarde ou um cocktail à noite. Eu passei por lá mesmo na hora do chá e, levada pelo frio cortante e vontade imensa de me sentar no pátio, acabei mesmo por aceitar a sugestão e pedir um chá maravilhoso. Há lá momento mais prazeroso do que beber um chá frutado e ler um bom livro num espaço tão estiloso como este?




vogue café

Situado na Rua de Avis e integrado no renovado Hotel Infante Sagres Porto, a mais recente adição à colecção de cafés com assinatura Vogue resulta num espaço elegante e cosmopolita, mesmo no centro da acção. Depois de Dubai, Moscovo ou Banguecoque é no Porto que podemos visitar o Vogue Café. E vale muito a pena. Não só para amantes da revista mas para todos os bons vivants. Por aqui, para além de um espaço super bem decorado — que alia um estilo moderno e umas nuances de art déco — encontramos a polivalência que a vida na cidade pede: um espaço adaptável a todas as circunstâncias e momentos do dia. Ideal para um almoço de negócios, jantar romântico, brunch em família ou um momento de puro deleite egoísta, só eu, uma chávena de chá e um livro.


Aberto das todos os dias, das onze à uma da manhã (duas, às sextas e sábados), o ideal será passar por lá à abertura, para tomar o pequeno-almoço (ou um brunch aos fins-de-semana) e preferencialmente durante a semana. Tentei ir lá no domingo mas a afluência era tal que não havia nem hipótese. Compreende-se, é certo. Um espaço relativamente recente e muito agradável no centro da cidade [...] é normal que esteja concorrido.  Acabei por passar por lá na segunda, para tomar então um chá. E este absolutamente delicioso. Infelizmente não me consigo recordar do nome da infusão mas era assim algo de muito gostoso, mesmo! Lembro-me que custava 6€ e que vinha acompanhado com duas ou três miniaturas doces (embora só reste uma imortalizada na fotografia).


Das três áreas distintas — entrada, sala e pátio — todas muito bonitas, criteriosamente bem decoradas e sobretudo pintadas de preto, branco e amarelo, a minha favorita foi sem dúvida a zona do pátio interior, ao ar livre. O chão e as mesas, com o padrão dois tons, contrata na perfeição com as fotografias antigas suspensas nas paredes e com o verde das plantas naturais que ladeiam todo o espaço. É tão agradável! E depois, no fim, podemos encontrar ainda algumas edições antigas da revista e trazer para casa, sem qualquer custo. Como não podem ser vendidas, eles oferecem a quem as pedir. Trouxe uma comigo e não podia ter ficado mais contente.

No próximo artigo continuaremos o passeio pela Invicta — que está quase a chegar ao fim — para dar depois então início a uma série de outros artigos imperdíveis! 

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