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Cais da Pedra

11 julho 2018

Um almoço à beira rio. Num dia bem bonito, onde o sol aquecia o céu já digno de verão e o rio os trazia uma brisa doce com sabor a férias, fomos (re)visitar o Cais da Pedra, em Santa Apolónia. Um espaço que é perfeito para os almoços da estação, a dois, em grupo ou em família. Um ponto de referência no coração da cidade. E é sempre bom voltar aos sítios onde fomos felizes — sobretudo se tiverem hamburgueres, cocktails deliciosos e vista para o rio.





Desta vez — ou mais uma vez — o passeio foi feito entre irmãs. As Cabido andam com uma agenda caprichada de passeios e descobertas então aliamos as minhas folgas com as férias dela e lá vamos nós, Sara e Sofia, espalhar charme por essa Lisboa fora. Ou, pelo menos, é isto que sentimos sempre que estamos juntas. Somos aquelas irmãs que se dão lindamente e nem precisam de falar para se entenderem. Mas quando falam, falam pelos cotovelos e quando se riem fazem-no sem pudor. Somos umas irmãs cheias. E por isso tudo aquilo que nos apetecia naquela tarde era uma tarde cheia de coisas boas.





Saímos em Santa Apolónia e, apesar de já conhecer o espaço, não tinha a noção de que era mesmo à porta do metro. Tipo: mesmo em frente. Em termos de acesso não podia ser mais facilitado. E assim, em menos de nada, estávamos a entrar no grande armazém junto ao Tejo, pintado de branco e toldo azul marinho, com um grande pé direito e uma luz espectacular. Chegámos cedo, como gostamos, e fomos atendidas entre sorrisos e mordomias. Olhámos para a esplanada apetitosa e não foi preciso dizer mais nada; rapidamente nos indicaram uma mesinha lá fora, perfeita para a nossa refeição — e para as minhas fotografias!






para começar

Ia escrever "sem grandes demoras" mas não estaria a falar verdade. Demorámo-nos a escolher e tivemos gozo nisso. Quisemos ler e reler a carta. Estudar as opções e ouvir as sugestões. Aceitamos sempre de bom grado as indicações da casa e assim foi. Os cocktails pedimos docinhos e foi assim que nos chegaram à mesa. Agora (que tonta!) não me consigo recordar do nome, mas eram à base de frutos vermelhos e se um era finalizado com espumante, o outro era feito com rum e dava pelo nome de Pink Mojito, creio. Para além dos cocktails serem absolutamente maravilhosos, em algumas receitas podemos mesmo pedir um jarro, ao invés do copo — o que se torna perfeito para partilhar e dar um rumo bem mais divertido à refeição.

Para arrancar com a refeição pedimos ainda os folhadinhos de queijo de cabra, com compota de cebola roxa e salada de rúcula, pêras e framboesas. Uma combinação clássica que não tem como falhar e que é ideal para um almoço de verão. O contraste do salgado e intenso do queijo de cabra com a delicadeza das pêras e framboesas, a juntar à frescura dos verdes resulta num prato óptimo para dias de calor.

para continuar

Tivemos que optar pelas estrelas da casa e, por isso, a nossa escolha foram mesmo dois hamburgueres saborosos, acompanhados com as batatinhas fritas da casa, a batata doce assada com ervas e mel e a coleslaw caseira. Para mim um Cais da Pedra e para a mana um Florentine. O meu vinha servido com queijo da ilha, alface, cebola caramelizada, compota de tomate cereja e manjericão, servido em pão e hamburguer. O dela era servido no prato, tinha espinafres, cogumelos, ovo escalfado e molho holandês. Entre um e outro, a escolha era difícil. Estavam os dois di-vi-nais. Se bem que, a título pessoa, o Florentine era absolutamente imperdível.


para terminar

Verdade seja dita que para nós o couvert, uma entrada e um prato para cada é dose suficientemente grande para nos roubar todo o espaço — mesmo o da sobremesa. Mas como boas gulosas assumidas que somos, fizemos uma pausa, fomos explorar o interior do restaurante, cirandámos um pouquinho, fizemos umas fotos e regressámos com redobradas energias para partilhar uma sobremesa. Acabámos por pedir o famoso 4 de maçã e framboesas que é uma delícia. Servido quente, o ácido das frutas contrasta com o doce do crumble e a dança de quente e frio é feita de forma sublime com aquela bola de gelado de baunilha caseiro por cima. É dos deuses, senhores, dos deuses!


    
  

Foi um almoço na esplanada à beira rio, aproveitado em todos os minutos e caprichado no pedido. É o que mais prazer me dá. Estar com alguém de quem gosto, sem pressas, sem preocupações. Partilhar dois dedos de conversa, brindar com um cocktail fresco e doce, dividir os pratos favoritos e transformar assim um simples almoço numa refeição magistral. 

Por ser um espaço amplo e polivalente, o Cais da Pedra é perfeito para jantares de grupo — em Lisboa, por vezes, falha-nos a lembrança de bons sítios para juntar os amigos — mas é também ideal para almoços de família aos fins-de-semana ou, como foi o caso, um momento partilha entre duas melhores amigas. O serviço é eficiente e o staff muito simpático. A incidência da luz que nos entra pelas grandes janelas e ilumina um espaço meio industrial, meio vintage, é um dos pontos positivos deste que é, para mim, um dos melhore sítios para se comer um bom hamburguer.


Av. Infante D. Henrique
Armazém B, 9 Santa Apolónia
Todos os dias
Das 12h às 24h

2 comentários

  1. Tem tudo óptimo aspecto.:) Só gostava que dissesses o preço médio desse almoço, para uma pessoa ter noção.

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  2. É à primeira vista um lugar lindo e como costumo dizer "os olhos também comem" - o que para mim também é importante, sentir que estou num lugar acolhedor e onde me sinto bem e em casa. Isto também para não falar do aspecto da comida, que aparenta ser extraordinariamente saborosa. Obrigada pela boa referência!

    Beijinhos,
    incontro-verso.blogspot.com

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