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oh darling, let's fly #2

25 junho 2018

Novembro. Aproximava-se o final do ano e as inscrições para as primeiras turmas de dois mil e dezoito já estavam a esgotar. Não posso dizer que foi uma decisão irreflectida e feita em cima do joelho. Mas o factor "tempo" estava a jogar a favor de uma rápida resposta. E assim foi; inscrevi-me no curso de PNC e fiquei na turma 02/2018. E é sobre isso tudo que hoje vos venho falar...

Foram muitas as mensagens que recebi a querer saber mais sobre o curso de tripulante de cabine e sobre a OMNI, uma vez que foi a instituição onde acabei por me inscrever para iniciar o meu percurso como assistente de bordo. O porquê da minha escolha, o programa e actividades que o curso contempla, a experiência social e todo um rol de descobertas fascinantes sobre o mundo da aviação; é disso que vos venho falar hoje.


Porquê fazer um curso?

Falei com imensas pessoas, como devem calcular. Fiz toda uma pesquisa intensiva durante algum tempo. Falei com pessoas que tinham feito curso e com pessoas que nunca haviam feito. Em ambos os casos todos os meus contactos estariam a voar ou já teriam voado. A verdade é que o Curso Inicial não é um requisito obrigatório aquando a candidatura a qualquer companhia aérea. É válido como experiência e permite-nos levar meio caminho andado, essa é a verdade — hoje consigo afirmá-lo. Mas cada caso é um caso. Há companhias aéreas que exigem um curso inicial e que terá que ser pago por vocês (como é o caso da Ryan Air, da HiFly ou White Airways, por exemplo), outras que oferecem essa formação depois de vos contratarem (a TAP insere-se neste campo).

Porquê OATC - Omni Aviation Training Center?

Recomendações de antigos colegas e comunicação em plataformas sociais foram, sem dúvida, factores muito importantes na escolha da escola. Eu conhecia pelo menos dois antigos alunos que partilharam em primeira mão a sua experiência e estavam ambos a voar. Um ponto a favor. Depois fiz uma aprofundada pesquisa pelos sites e redes sociais das várias escolas. A aviação não é — nem pode ser — uma área imune aos avanços tecnológicos e hoje em dia comunica-se através de plataformas como facebook ou instagram. Para mim, uma marca ou empresa que se mantenha na ribalta das novidades e que saiba comunicar bem e de forma cativante através das camadas mais jovens é um ponto gigantesco a favor. E aqui a Omni é pioneira no bem comunicar através das redes. Conheci posteriormente a equipa por detrás dessa comunicação e só me restou dar-lhes os parabéns e agradecer pelas partilhas; afinal, foram elas também um grande incentivo para ter escolhido este grupo.

Quanto custa e quanto dura um curso inicial?

Mais uma vez, cada caso é um caso. Eu estava interessada sobretudo em duas escolas: uma em Lisboa e a OATC, em Tires. Também aqui houve um factor (bastante) preponderante na tomada de decisão: a facilidade de pagar em três prestações. Ao contrário da outra, em que tinha que pagar tudo de uma vez na inscrição, a OATC permite-nos dividir o pagamento em três fases, o que acaba por ajudar muito na gestão de orçamentos. Outros aspectos relevantes se compararmos as duas escolas é que na escola de Lisboa só as aulas teóricas seriam dadas nas instalações e as restantes (imagine-se!) teria de ir para Tires, na de Lisboa não tinha voo de observação, na de Lisboa não ia 3 dias para os Açores e na de Lisboa era mais caro (cerca de 200€). Por isso, contas feitas, a de Lisboa não seria opção. 

Acabei por pagar o curso da Omni, dando 500€ na inscrição em Novembro, 600€ no primeiro dia do curso no final de Janeiro e 650€ no último dia do curso, a 27 de Fevereiro. O curso teve a duração de 158h, num horário das 9h às 18h, de segunda a sexta (e ocupou também dois sábados; um para o survival day em Sintra e outro porque estávamos em Santa Maria).

E depois do curso?

Bem, depois de terminarmos o curso com sucesso — e isto implica a aprovação de todos os módulos com mais de 85% mais exame final — é-nos permitido participar num voo operado pela companhia aérea do grupo Omni. Assim, cada aluno depois de terminar o curso pode escolher um voo a acontecer nos dias que se seguiam e podem integrar, ainda que de forma informal, uma tripulação. 

Terminei o curso no dia 27 de Fevereiro. O meu voo de observação foi no dia 1 de Março. No dia 1 de Maio fazia o meu primeiro a sério, como tripulante contratada de uma companhia. Mas, sobre isso, falaremos mais tarde.

Entretanto ainda quero partilhar convosco, num registo mais pessoal, alguns momentos do curso em fevereiro!

Espero que gostem e não hesitem em deixar algum comentário ou alguma questão...

1 comentário

  1. Muito explicativo este post! Gostei de ler e perceber mais sobre esta área. Espero pelos próximos posts sobre o assunto :)

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