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[com] Alma

14 março 2018

Porque os melhores (re)começos fazem-se assim, com Alma. E o retorno às publicações no blog não poderia ser de outra maneira. Voltámos a um dos restaurantes mais bonitos e deliciosos da cidade, desta vez ao jantar, e não só trazemos uma mão cheia de fotografias bonitas, como ainda partilhamos a sugestão perfeita para o Dia do Pai.



primeira visita ao restaurante deu-se por ocasião da Páscoa, a propósito do menu especialmente desenhado pelo Chef Henrique Sá Pessoa para a Última Ceia, um projecto que resultou da parceria entre o Canal História e o Alma. Foi um almoço onde pude conhecer o espaço, a carta, o menu exclusivo, os projectos e ambições e, mais importante que tudo, pude sentar-me à mesa na companhia de um dos melhores Chefs do país — e um dos mais simpáticos também!



Regressar ao Alma, desta vez ao jantar, foi a oportunidade perfeita para conhecer as propostas do Chef e usufruir de uma experiência totalmente diferente. Igualmente maravilhosa, mas diferente. Como são, aliás, todas as experiências em que o almoço contrasta com o jantar. Os espaços ganham uma outra luz, criam um outro cenário, simulam um outro ambiente. Até a degustação se faz de forma mais intimista, à média-luz — perfeito para se viver o momento, menos bom para que gosta de fotografar. Esta é, sem dúvida, uma experiência para ser vivida (e não fotografada). Ainda assim, não podia deixar de partilhar convosco o serão incrível e a refeição magistral que nos serviram, por isso perdoem a pouca luz e fraca edição e deliciem-se.


Chegamos. A porta encontra-se fechada. Prenúncio de um serão acolhedor, intimista e entusiasmante. Rapidamente somos levados a tocar na antiga campainha ao lado da entrada. Mais rápido ainda nos recebem e acolhem, indicam a mesa e fazem as honras da casa. Ficámos sentados numa pequena mesa no canto, perfeita para observar (e absorver) todo o ambiente daquela quarta-feira à noite. O espaço estava completo, mas o ambiente estava calmo e elegante. Serviram-nos um welcome drink e deixaram-nos à vontade para fazer o pedido. Sem hesitar optámos por dois Menus Alma, que contemplam alguns dos pratos mais icónicos do Chef. E assim foi.




Para acompanhar a refeição, deixámos à consideração do sommelier a escolha dos vinhos. A verdade é que o pairing não podia ter sido mais perfeito. Harmonizou a refeição como um todo e cada prato foi destacado de forma sublime pelo vinho que o acompanhou. Para dar início ao serão, serviram-nos um amuse bouche acompanhado com Covela, um branco avesso de 2016. Seguiu-se então a entrada, que se resume na carta como "Cenouras Assadas" mas que é muito mais do que isso; são servidas com queijo de cabra, bulgur de frutos secos e de cominhos, numa composição digna de museu e um contraste de sabores e texturas inexplicável. São cenouras, senhores, é certo. Mas são as cenouras da vida.




Depois seguiu-se o "Escalope de Foie Gras", servido com maçã, granola, amêndoa e espuma de café, acompanhado com Villa Oeiras, um vinho generoso, rico e cheio de sabor, com uma textura e doçura muito próprias, num corpo único que fez deste vinho um dos melhores que provámos na noite. E ligava tão (mas tão) bem com os escalopes  de foie gras que posso dizer, assim como quem não quer a coisa, que foi das melhores combinações do menu. O contraste entre o caramelizado do escalope e o toque ligeiramente ácido da maçã, o crocante salgado da amêndoa e o doce liquoroso do vinho...é perfeição.




Um dos pratos mais aguardados era o "Polvo Assado". Dizem ser um dos pratos mais emblemáticos e um dos mais deliciosos. As expectativas estavam altas e não saíram goradas. O polvo era tudo aquilo que tínhamos imaginado. E mais. E melhor. À semelhança do leitão — já lá vamos — este era a estrela da refeição, já antecipada por nós. Servido na proporção certa, com os temperos e texturas au point, o polvo é, sem dúvida, uma referência na carta do Alma. Tenro, saboroso, muito equilibrado. Uma simplicidade que de simples tem muito pouco mas que, ainda assim, nos traz os sabores de casa. Elevados ao seu expoente máximo.




Chegou de seguida o tão aguardado "Leitão Confitado", com puré de batata doce, pak choi e jus de laranja. Se gostam de leitão então vão simplesmente amar este prato. É todo um outro nível de leitão. Tenro, suculento, saboroso e uma pele bem estaladiça. O jogo de sabores está pensado de forma soberba e tudo na composição é um elemento único e vencedor. Se podemos considerar que deixamos o melhor para o fim, então este é o prato perfeito.





Mas é claro, não podemos descurar o doce final do serão. O último acto deste jantar magistral reúne-se no serviço de uma pré sobremesa, algo fresco para neutralizar o palato, seguido de uma "Tarte Tatin" de maçã granny smith caramelizada, sorvete de toranja e baunilha. Uma perfeita perdição e a sobremesa para terminar o jantar com chave d'ouro. 

oferecer [com] alma

Esta é uma experiência para se ter, pelo menos, uma vez na vida. É o cenário perfeito para celebrar uma ocasião memorável, uma data especial ou um acontecimento importante. Ao jantar então é perfeito para um serão a dois, sem pressas. Mas agora é também uma experiência que se pode oferecer! O Alma lançou o seu gift card e este pode ser o presente perfeito para mimar o melhor pai do mundo. Cada gift card é válido para duas pessoas e adquire-se no restaurante. Podem escolher entre os vários menus disponíveis na carta e oferecer àquela pessoa especial. Se não souberem o que oferecer ao Pai na próxima segunda-feira, esta é uma boa (e deliciosa) sugestão.


Rua Anchieta 15
Terça a Domingo
Das 12h30 às 23h

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