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summer postcards #1

05 setembro 2017

Por Tavira. Durante o mês de Agosto acabei por ficar impossibilitada de usar o computador e, por isso, incapaz de editar e publicar coisas bonitas — bem como de adiantar algum trabalho que tinha pendente. Esse imprevisto acabou por me obrigar a fazer um detox forçado do blog e tecnologias. E se por um lado estava ansiosa por voltar a Lisboa e actualizar-vos de tudo o que tenho em mãos, por outro lado houve algo de muito revigorante neste afastamento digital. O recomeço de setembro ainda não se fez sentir e por isso, enquanto não nos embrenhamos na rotina e mergulhamos no trabalho, aproveitamos para partilhar convosco algumas memórias boas do verão que passou — e ainda não terminou!




Este ano também fiz um descanso da máquina fotográfica. Acalmar o impulso de fotografar tudo, como se fosse a primeira vez, fazer por deixar a máquina em casa e andar muito mais leve e despreocupada; este foi o primeiro ano em que consegui distanciar-me (o suficiente) da minha obsessão por registar tudo e, tal como o detox digital, acabei por fazer também um retiro de mim própria. Contrariar a minha natureza de andar sempre de máquina na mão acabou por se revelar muito mais simples do que pensava. 

Ainda assim, a partilha de hoje mostra-vos o primeiro momento alto das férias de verão, passadas a Sul. Foi mesmo antes dos meus anos. Rumámos os dois até Tavira — a minha adorada cidade — mas não sem antes fazer uma paragem gulosa em Olhão.




  

davvero italiano

Já tínhamos falado desta geladaria, uma das minhas mais recentes descoberta — e uma das minhas favoritas! — por aqui. Descobri a Davvero num dos meus almoços com a minha Joaninha, na hora de almoço dela. Visitámos a loja da Mouraria e adorámos os gelados, o espaço, o conceito e o atendimento. Desde então, sempre que combinámos almoçar, temos ido lá comer a sobremesa (o meu sabor favorito é o de melancia!).

Quando descobri que em Olhão também existia Davvero foi inevitável e não precisei de muitos argumentos para convencer o Miguel a fazer uma paragem rápida antes de chegarmos a Tavira. Por lá encontrámos um espaço mais amplo e iluminado, com uma bonita esplanada (mas repleta de gulosos), a mesma linha de comunicação e decoração mas alguns sabores diferentes, como o gelado de folar de olhão — para quem gosta, uma maravilha! 



De lá seguimos directos para Tavira, onde nos iríamos instalar durante um par de dias e aproveitar para passear muito, voltar a almoçar naquela tasquinha junto à Ria Formosa que tanto gostamos, ir à praia do Barril e relembrar a Terra Estreita, juntar as amigas num dia encalorado e seguir até Ayamonte, para comer aqueles camarões deliciosos e terminar a noite com um gin magistral no Guarita Terrace. Era isto que queríamos. E era tudo isto!




Já tínhamos estado em Tavira este ano, por altura do nosso aniversário de namoro, em Abril. Com as temperaturas mais baixas aproveitámos ainda para dar um pulinho a Sevilha — mas sobre isso falaremos numa outra oportunidade, sim? 

Agora em Agosto Tavira está com muito mais visitantes e turistas, feirinhas e barraquinhas de rua, as festas de verão enchem a cidade de vida e agitação. Ainda assim, porque nós gostamos muito de passeios calmos e, caramba, de férias queremos tudo menos confusão, acabávamos sempre por acordar bem cedo para tomar o pequeno-almoço no mercado, antes de comprar as frutas e legumes para o dia.


Era de manhã cedo que aproveitámos para visitar a zona ribeirinha, a parte velha da cidade e posso-vos dizer que é como se fosse sempre a primeira vez que a vejo; a luz que aquece as ruas, as paredes caiadas, as janelas ornamentadas, as fachadas bonitas e floridas (...) é o saber que podemos voltar aos sítios e sempre, do coração, e que continuaremos a ser felizes, como da última vez ou da vez antes dessa.

 


Não me canso de reviver as ruas de Tavira que me despertam sempre aquela nostalgia boa da saudade, de onde brotam memórias dos últimos anos que ali passámos os dois. E depois, entre passeios e gargalhadas, vamos recordando que foi ali que ia tropeçando naquela tarde, ou que talvez tenha sido ali que vimos aquele final de tarde inesquecível, ou aquele artista que pintava as muitas pontes sobre a ria [...] tudo serve de pretexto para relembrar enquanto criamos novas memórias.





E apesar de ele sempre me dizer que eu "já fotografei isto, já publiquei aquilo" eu encontro sempre um detalhe novo, um pormenor que nunca tinha reparado, um recanto que ainda não conhecia. Porque, apesar de tudo, essa é a beleza de andar sempre com a máquina na mão. Olhamos para as coisas com outros olhos, vemos sempre qualquer coisa de novo. É extraordinário...


Embora os registos fotográficos deste verão sejam mais fugazes, a verdade é que há memórias que devem ser preservadas e estes dias em Tavira têm sempre lugar especial aqui pelo blog. É um cidade que devem mesmo visitar, mesmo sem ser no verão — o encanto de Tavira vai muito para além das praias bonitas. 

Em breve falaremos também do passeio por Sevilha e do meu encanto por esta cidade vizinha, que se revelou ser muito mais impressionante do que aquilo que me lembrava...

4 comentários

  1. Como sempre, fiquei rendida às fotografias :) Este verão também acabei por fazer um detox tecnológico forçado e não foi tão mau como previ. O trabalho atrasou e o blogue ficou ao abandono mas voltei mais calma e um espírito renovado.

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  2. As tuas fotografias sao magicas Sara! Gosto tanto <3

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