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București #1

17 julho 2017

O voo inaugural com a TAP, a chegada a Bucareste e o jantar naquele rooftop maravilhoso! Hoje iniciamos as partilhas sobre a nossa viagem a Bucareste; uma viagem que vai ser recordada para sempre pela surpresa do convite e pelo privilégio de termos conhecido uma cidade surpreendente e pessoas incríveis. Vamos até Bucareste?

lisboa & bucareste

O convite desta viagem surgiu na sequência da reabertura da rota Lisboa - Bucareste da TAP e, incrivelmente, chegou-nos directamente da Roménia. Quando a Andrada (a querida e paciente Andrada), responsável do Turismo da Roménia, nos contactou foi como se estivessemos embrenhados num sonho e, ao início, estavámos até bastante cépticos e relutantes em acreditar [...] que iríamos voar até Bucareste a convite.


Na verdade, em tom de brincadeira, sempre dissemos que um dia ainda iríamos viajar com este blog para conhecer novos países, fotografar novas cidades, descobrir novos sítios e partilhar tudo por aqui com vocês. Esse era o nosso sonho, uma utopia partilhada entre nós, apenas comentada com os amigos e que, agora, parecia estar a ganhar forma. Estaria o sonho a tornar-se, pouco a pouco, real? Assim que recebemos a confirmação da TAP percebemos que sim e o nosso contentamento tornou-se desmedido, tal era a nossa surpresa.

Sobre os voos e detalhes da viagem falaremos no último artigo desta série, como tem sido habitual, onde reuniremos algumas dicas e sugestões, com base num roteiro especial sobre Bucareste. Para já, espreitem os voos que ligam Lisboa até à capital romena por aqui (desde 49€).



Partimos de Lisboa pouco depois das dez, naquela manhã solarenga de nove de Julho. O avião ia cheio e nós já tínhamos tido oportunidade de conhecer o grupo com quem iríamos viajar. Entre "olás" tímidos conhecemos a Sandra, o Idevor e o Pedro  que iriam fazer uma reportagem  a Andreia, que é jornalista, a Carina da TAP e a Aninha do blog Tapas na Língua, que eu já conhecia através do workshop Casulo

Eu e o Miguel estávamos ansiosos e muito entusiasmados. Estávamos a caminho de Bucareste...


A aterragem não podia ter sido mais inesquecível — afinal era um voo inaugural e fomos recebidos entre flashes, jornalistas e jactos de água, como se de um baptismo se tratasse — e o voo foi super tranquilo; foram quatro horas que passámos muito bem, ora entretidos com a vista ora atentos no almoço que nos era servido. 

Assim que aterrámos fomos depressa encaminhados para o mini bus que nos iria levar até ao hotel. A Andrada foi o nosso primeiro contacto na Roménia e só pelo carinho, paciência e simpatia que ela demonstrou ao longo de todo o processo podíamos afirmar que o povo da Roménia é muito amistoso e acolhedor. Depressa iríamos perceber que essas características doces e gentis eram transversais a todos os romenos com quem nos cruzámos durante a viagem (no centro de Bucareste e não só!).




Ficámos hospedados no Hotel Venezia, um pequeno hotel de 4 estrelas no centro da cidade, que serviu na perfeição o propósito de uma estadia de fim-de-semana. Tinha todas as comodidades necessárias, desde um pequeno-almoço variado, elevador, wi-fi, ar condicionado, algumas amenities, quartos com varanda e até uma pequena esplanada muito agradável no exterior, ideal para um copo de vinho ao fim de tarde.

#unseenbucharest

Como já chegámos ao hotel perto das 17h30 aproveitámos para nos refrescar, descansar um bocadinho e trocar de roupa para o jantar. Tinham-nos dito que esta iria ser uma viagem muito especial e que o tradicional (e convencional) teria que ficar para uma outra oportunidade. Estes dias passados a convite da TAP e do Turismo da Roménia seriam dedicados ao tema "Unseen Bucharest" e iríamos explorar zonas e espaços menos turísticos da cidade, sempre acompanhados com as nossas guias, Andrada e Ana — que se juntou a nós nessa noite.




Por isso mesmo, para que a estreia da viagem fosse em grande, levaram-nos a um dos meus sítios preferidos desse fim-de-semana. Situado num antigo complexo industrial onde, em tempos, operava uma fábrica de algodão, o Nod Makerspace é um espaço que em tudo se assemelha ao meu adorado LxFactory: um centro criativo com um ambiente jovem, que forma uma incrível comunidade artística e empreendedora. 

As linhas severas da arquitectura da época e deste tipo de construção suavizavam-se com as peças de design e decoração do interior; o tom frio do betão contrastava com as ilustrações coloridas desenhadas ao longo das escadas e à medida que íamos subindo, piso após piso, tudo se tornava mais alegre, mais bonito. 


nod makerspace & open gastrobar

No último andar encontrámos um rooftop super giro, muito animado e cheio de malta nova. O conceito open gastrobar é uma vertente leve e divertida daquilo que deveriam ser os sunsets na cidade; um espaço amplo, música ambiente, um bar repleto de cocktails e alguns petiscos para partilhar entre amigos.

Estão a ver o Park, em Lisboa? Agora imaginem-no maior e com mais luz! O Nod Markerspace revelou ser um espaço super trendy na camada mais jovem e depressa nos pudemos aperceber que as sextas-feiras por lá são celebradas com pompa e circunstância.



O terraço estava super concorrido e mesmo tendo as mesas todas ocupadas não tínhamos a sensação de estar em cima de ninguém (como tem vindo a acontecer neste tipo de espaços aqui em Lisboa). Conseguíamos conversar tranquilamente, cirandar de um lado para o outro, apreciar a vista, aquela noite quente de verão e partilhar os petiscos que iam chegando à mesa.


Serviram-nos alguns pratos para partilhar que estavam bem saborosos. Os rolls de legumes com molho picante, as tirinhas de frango, as piadinas de queijo e o patê com tostinhas estavam absolutamente divinais — de comer e chorar por mais! Para beber ficámo-nos pelo vinho (pedimos um branco, bem gelado, que era delicioso) e pela cerveja romena que curiosamente se chamava Silva (haverá nome mais português?)!



É curioso como os estranhos deixam-no de o ser à mesa. Entrámos os oito no avião cumprimentando-nos com tímidas saudações, deixando o silêncio imperar no caminho até ao hotel — afinal, que conversas podemos ter com um perfeito desconhecido, sentado no shuttle ao nosso lado? — e demos por nós vencidos pela timidez... 

até que nos sentamos à mesa... e tudo muda! 

Chegam os pratos, enchem-se os copos, brinda-se à viagem, à aventura, às descobertas que estão por vir. Rasgam-se sorrisos, partilham-se histórias, memórias, descobrem-se gostos em comum, jeitos semelhantes de ser (...) e já não somos estranhos. Pelo contrário: abrimos a porta a um sem fim de oportunidades de partilhar algo de bom, aprender coisas novas e guardar a deliciosa memória daquele primeiro jantar, dos oito portugueses em Bucareste, numa viagem que iria trazer-nos muito mais do que alguma vez imaginámos.





O regresso ao hotel fez-se a pé, o que nos permitiu ver como é bela a noite na cidade. Bucareste revelou ser uma cidade muito tranquila e pacífica, limpa e moderna e conseguiu destruir por completo todos os estigmas e preconceitos que levava comigo na bagagem. Mas sobre isso falaremos mais tarde...


Amanhã regressamos com a primeira parte do segundo dia, que foi o dia mais preenchido da viagem. Vamos levar-vos connosco ao mercado e um piquenique no coração da cidade, enquanto partilhamos várias sugestões e curiosidades sobre Bucareste, curiosos?

5 comentários

  1. Sara, fiquei genuinamente feliz por ver que esta oportunidade fantástica te surgiu. És merecedora de tudo isto :)
    Adorei esta publicação, as tuas fotografias estão maravilhosas, como sempre. Um beijinho

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  2. Adorei tudo. Fotos maravilhosas, texto envolvente.
    ;)

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  3. Parabéns pela conquista, é mais do que merecida! Estou muito curiosa e a adorar cada foto desta viagem! Beijinhos

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  4. Este blog a ganhar destaque, como eu tanto acho que merece já há muito muito tempo :) Que venham mais e mais oportunidades❤ E o nosso almoço em breve!

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  5. Há muito que acompanho o teu blog Sara e fico sempre deliciada com o que escreves e com as fotografias que publicas. Este texto não foi excepção e eu que adoro viajar senti-me também em terras romenas. Parabéns pelo êxito!
    Fico à espera dos próximos posts. Beijinhos.
    Micaela

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