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Barcelona #2

30 maio 2017

O passeio até ao Parc de la ciutadella, o maravilhoso Flax&Kale, a bonita Gràcia e a incrível Casa Batlló. O segundo dia amanheceu solarengo e convidativo ao passeio. Entre uma aventura num barco a remos e um brunch delicioso, passando pelas descobertas na Gràcia, a visita à Casa Batlló e um café super cosy — fomos aproveitando o melhor que Barcelona tinha para nos mostrar.
   

Para o nosso segundo dia de viagem tínhamos planeado um roteiro bem preenchido. A Cláudia iria regressar a Lisboa no dia seguinte, domingo, e por isso queríamos visitar os principais pontos de interesse da cidade. Se no primeiro dia conhecemos a Sagrada Família, hoje iríamos passear pelo Parc de la Ciutadella e pelo distrito da Gràcia, onde se encontram duas das mais emblemáticas referências da obra da Gaudí.


Arc de Triomf

Para rentabilizar o tempo e as pernas — e porque a rede de transportes de Barcelona é super eficiente — apanhámos o metro até ao Arc de Triomf para caminharmos o resto do percurso até ao parque. Desta forma foi-nos possível ver a bonita avenida que está emoldurada com palmeiras altas, candeeiros bonitos e uma vida única. Pessoas que passeiam, pessoas que fazem jogging, que descansam, que ouvem música, assistem aos espectáculos dos artistas de rua. Pessoas. Turistas e famílias. Ali reunidos, naquela manhã de sábado que só avizinhava coisas boas.

  
antes de avançarmos...

Queria apenas partilhar que, desta vez, sinto que as fotografias não fazem justiça à cidade. Tirei várias. Demasiadas. Mas a escolha acabou por ser decisão difícil e na tentativa vã de não sobrecarregar os artigos de Barcelona, acho que acaba por ser perder informação importante no entretanto. Tenho esperança que no último post consiga editar um pequeno diário em video e talvez — talvez — consiga homenagear Barcelona como ela merece.


Parc de la Ciutadella

No final do Passeig de Lluís Companys, depois de percorrer a larga avenida, chegamos então ao Parc de la Ciutadella — a uma distância de apenas 5 minutos a pé do Arc de Triomf. É um passeio que se faz tranquilamente e é muito proveitoso existirem tantas estações de metro, já que nos permite percorrer a cidade de uma ponta a outra e deambularmos pelas zonas que mais nos interessam.

Situado no bairro Ciutat Vella, o Parc de la Ciutadella é um dos maiores e principais jardins da cidade. Por lá podemos encontrar uma vasta área relvada, várias espécies de fauna e flores, muitas árvores — e muitas palmeiras! — e ainda o Jardim Zoológico.


Aproveitámos o dia estar tão bonito para nos aventurar num passeio de barco, no lago que está junto à Cascada Monumental. Esta ideia teve tanto de tola como de divertida. Quatro amigas que são o epítome da descoordenação e desequilíbrio só se podiam arrepender rapidamente de estar ali, num barquito, remos na mão, a rezar para não ir contra nada nem ninguém. Foi um episódio hilariante (que ficou filmado!!). Ora não saíamos do sítio, ora começávamos às voltas, ora íamos contra os marinheiros do barco ao lado (...) uma odisseia que marcou esse dia na cidade e que nos fez regressar com umas boas gargalhadas. Só por isso já valeu!

O barquinho leva até 4 pessoas e creio que o passeio de 30 minutos tem o custo de 10€. É uma experiência divertida e cenário perfeito para umas fotografias a dois, por exemplo. 

A nossa sugestão? Se são o auge da descoordenação ou têm o tempo em contra-relógio, continuem a passear pelo parque e não se aventurem, marujos!




A próxima paragem avizinhava-se deliciosa e por esta altura já era mais do que bem-vinda. Apanhámos o autocarro à saída do parque — melhor opção de sempre, o autocarro — e da fomos direitinhas até à Pl. Universitat, para encontrar a Carrer dels Tallers, onde ficava o sítio escolhido para o brunch de sábado.


Flax&Kale

Ei-lo: o primeiro sítio da minha lista a ser riscado. Apesar de já sabermos que não aceitavam reservas, passeámos tranquilamente no parque e fomos sem pressa, por volta do meio dia, até ao espaço. Estava cheio, evidentemente. E embora eu tivesse preferido ficar no terraço, conseguimos uma mesa muito simpática, junto a uma grande janela, logo ali à entrada.





O espaço é super giro. Amplo, iluminado, sem grandes ornamentos mas com uma vibe muito descontraída e natural. O atendimento é jovem e dinâmico mas (para ser sincera) a recepção podia ter sido mais cordial. No entanto, temos mesmo que agradecer à Alicia, que foi uma querida e nos serviu sem demoras e sempre entre sorrisos.


Por esta altura, como podem imaginar, já estávamos cheias de fome... Demorámos algum tempo a decidir, entre combinações doces e salgadas, sumos de fruta ou cappuccinos (...) acabámos por pedir um pouco de tudo, para partilhar entre todas. Foi uma mesa repleta de cor, aromas e sabor. Uma mesa bonita, como eu gosto!

Para a mesa vieram algumas especialidades da casa, como as Flax&Kale's healthy pancakes, as savoury pancakes, os scandol scramble ou os healthy veggie eggs benedict. Outras das apostas fortes do espaço são os smoothies e os press juices caseiros ou as taças de açaí, por exemplo.

   

Podia jurar-vos que estava tudo delicioso...mas acho que as imagens falam por si!

O brunch é servido todos os fins-de-semana, das 10h às 17h. Não tem um menu fixo, pelo que podem ajustar o pedido à vossa vontade. Não é um brunch que seja barato, é verdade. Entre tudo o que puderam ver nas imagens, creio que ficou a 20€ por pessoa. 

Mas também uma coisa é certa: é um brunch feito exclusivamente com ingredientes orgânicos, de origem controlada, que assenta numa premissa de cozinha saudável e um modo de estar mais equilibrado. É um espaço onde, por excelência, os pratos se fazem de ingredientes plant-based, na sua forma mais pura. E é essa uma das evidências que distingue este Flax&Kale — que representou muito bem o arranque de uma viagem gastronómica por Barcelona.

  

Depois de uma refeição caprichada e demorada, demos continuação ao passeio. Fomos andando, devagarinho, pela Plaça de Catalunya. De lá seguimos pelo Passeig de Gràcia e eu começava seriamente a apaixonar-me (cada vez mais) por esta cidade. Tudo aqui era bonito, florido, arranjado!

  



Passeig de Gràcia

Esta é uma das zonas mais finas e bonitas da cidade. A grande avenida vai desde a Plaça da Catalunya até ao bairro da Gràcia e — nos entretantos — vai-nos revelando uma Barcelona sofisticada e elegante. As montras das várias marcas de luxo são as molduras da avenida, que se abrem para uma realidade que ainda permanece num sonho. 

Mas o mais bonito não são as marcas, nem o luxo. O mais bonito é mesmo os prédios. As fachadas. A sequência do desenho das casas O ritmo das perspectivas. É incrível e não há como não nos envolvermos.



Num passeio como este, o melhor mesmo é deixarmo-nos ir ao compasso da cidade. Deixar o percurso fluir, parando aqui e ali, descobrindo sítios que fogem dos guias turísticos, que não ilustravam o meu roteiro. Este foi um deles. A descoberta deste espaço surgiu como uma surpresa para mim e eu adorei visitá-lo assim, neste registo descontraído, como de quem vai passando.


El Nacional

Íamos absortas na nossa rota quando a Cláudia nos chamou a atenção para uma rua estreita. Ao fundo estava uma entrada bonita, cheia de plantas e com um ar muito apetitoso. Resolvemos ir espreitar e qual não é o nosso espanto, descobrimos um espaço enorme, incrível, cheio de personalidade e que nos deixou com imensa vontade de entrar. E entrámos...

  
O El Nacional é um conceito de restauração muito original. Ocupa quase um quarteirão inteiro do bairro Eixample e dizem que é um dos maiores espaços de restauração de Espanha. Funciona como um open space requintado, com várias zonas distintas e ofertas variadas. No total são quatro restaurantes e quatro bares que, no conjunto, resultam numa fusão perfeita entre um ambiente elegante e um clima descontraído.



Claro está que a nossa passagem por lá foi fugaz e acabámos por não consumir nada, por isso não vos sei precisar ao certo os preços da carta. Assumindo a zona em questão e o ambiente, acredito que seja o sítio certo para uma ocasião muito especial.

Continuando o passeio, seguimos lançadas até à Casa Milà. 


Casa Milà

Por uma questão de orçamento — e porque os monumentos em Barcelona são muito caros — apenas fizemos questão de ver a Casa Milà, ou a La Pedrera, por fora. Sabemos que o edifício, desenhado por Antoni Gaudí, não apresenta nenhuma linha recta e é outro dos marcos significativos da obra do arquitecto. Sabemos também que a vista do terraço é incrível e que, por isso, numa próxima, será ponto de visita obrigatório.


O nosso segundo dia de viagem iria ser fechado com chave de ouro. A nossa visita à Casa Batlló estava marcada para as 17h30 (comprámos os ingressos online — e até pagamos o suplemento de "fast pass") por isso, depois de ver a Casa Milà, regressámos até à Casa Batlló.

Curiosamente, apesar de ser sábado, não havia fila quase nenhuma à entrada e mesmo no interior conseguíamos circular à vontade. Não estava aquela enchente de turistas como imaginava.


Casa Batlló

Esta foi, sem dúvida, a minha atração preferida de toda a viagem! Foi também a mais cara mas posso dizer-vos que voltava lá, a pagar, várias vezes.

Porquê? Porque, para além da casa-museu ser absolutamente incrível, e tirar o fôlego, toda a exposição está muitíssimo bem organizada e planeada. À entrada é-nos entregue um smartphone com auriculares, que vai funcionar como audioguia. E não só!




Nesse smartphone temos vários números, que correspondem a uma determinada parte da visita. O guia estava em portugês (e muito bem falado) e podíamos ouvir uma bonita música de fundo, enquanto nos iam explicando o que estávamos a ver. Numa linguagem simples e acessível, envolvíamo-nos com a casa, com a sua história, com a sua memória.
  

E quando eu julgava que a visita já era perfeita, eis que descubro que o smartphone servia também para fazermos uma visita virtual, de realidade aumentada, à medida que íamos percorrendo as várias salas e espaços da casa. Do género: podíamos mover o ecrã do smartphone e víamos como era a sala em que estávamos, na altura em que seria habitada. Víamos os tapetes, a mobília, as fotografias e quadros (...) tudo como se estivesse mesmo ali, à nossa volta. Foi um máximo!


A Casa Batlló é um edifício modernista, também desenhado por Gaudí, sendo considerada uma das obras mais impressionantes do artista — de tal forma que foi declarada Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO. É, sem dúvida, um marco muito importante na história de arte e cultura da arquitectura.


As formas são quase todas fluídas, curvas e inspiradas em motivos naturais, animais, num desenho muito orgânico mas, ao mesmo tempo, muito gráfico. É fácil associar o corrimão da escadaria principal às vértebras de um animal, o detalhe do tecto à ondulação do mar ou as janelas a tartarugas. Tudo ali é mágico e dá asas à nossa imaginação.




   

O exterior é igualmente bonito e nas suas mil configurações, formas, cores e texturas é fácil perdermos a noção do tempo. A visita é capaz de durar mais de 2h (tranquilamente) e culmina com a subida até ao terraço, de onde podemos apreciar uma vista bonita sobre a cidade e o Passeig de Gràcia

Depois de muito suspirar (e fotografar), estava na hora de darmos o passeio cultural por terminado e aproveitar os últimos laivos de luz para tomar um cappuccino reconfortante. Seguimos a pé, por entre ruas e ruelas, até ao Cosmo Café.


Cosmo Galeria Cafeteria

Situado na Carrer de Enric Granados — a apenas 8 minutos a pé da Casa Batlló — este é um espaço aconchegante e muito engraçado, no seu jeito descontraído de ser, à meia-luz. É uma galeria onde também se serve café (e café bom!). Tem várias ilustrações e pinturas na parede. Tem várias plantas a ornamentar o espaço e os candeeiros e cadeiras são todos diferentes — exactamente o tipo de café que eu gosto!

  

Pena tenho eu que o espaço estivesse tão cheio e com uma luz tão fraquinha — o que me dificultou fazer as fotografias que queria. É que o espaço era tão giro que merecia melhor reportagem. Mas (oh well) ainda assim, aqui ficam com a sugestão de um sítio super giro para lanchar, por exemplo.


Pedimos umas bebias e uns docinhos para partilhar. O cappuccino era delicioso e a limonada rosa era também muito boa. A cookie com pepitas estava óptima e a fatia de red velvet era o toque perfeito para adoçar aquele final de tarde.




A playlist tocava baixinho e como som de fundo ouvíamos as gargalhadas dos jovens que estavam por lá, ao balcão, nas mesas e na esplanada. Ficámos rapidamente a perceber que este era um espaço super concorrido e que, talvez, para uma melhor experiência, o melhor seria ter ido de manhã cedo, para o pequeno-almoço.

Ainda assim, tomem nota: um cappuccino delicioso, perfeito para qualquer hora do dia, num ambiente de artistas, super giro.
   

E é assim, de bocas doces, que nos despedimos deste segundo dia na cidade. Amanhã regressamos, com o passeio pelo Park Güell, a ida à Barceloneta, aquela pizzaria deliciosa, os gelados mais originais de sempre e a Catedral de Barcelona.

Vemo-nos por aqui?

5 comentários

  1. Também adorei a casa Batló, a realidade aumentada é brutal! Não tive foi muita sorte com a quantidade de turistas, estava a abarrotar! :(

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