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OH PORTO #3

06 janeiro 2017

O Palácio da Bolsa. Depois da chegada à Invicta e daquele almoço delicioso no Cantinho do Avillez, o Miguel e eu resolvemos ir conhecer alguns pontos de interesse que ainda não tínhamos tido oportunidade de visitar. Esta foi a nossa quarta visita à cidade e, por incrível que pareça, ainda não tínhamos explorado o bonito Palácio da Bolsa. Pois bem, desta vez fomos — e ficámos maravilhados!





Tivemos imensa sorte e estes últimos dias do ano foram agraciados com um sol incrível, que iluminava a cidade de um jeito muito particular. Ao contrário do ano passado, que choveu muito, o final de 2016 foi aproveitado para passear até mais não. Andámos sempre a pé e por isso estávamos descansados (partilhámos onde conseguimos estacionar o carro por aqui). Da Cedofeita descemos então até á Praça do Infante D. Henrique.


A caminhada é relativamente curta e consola-nos que é sempre a descer. Fizemo-la várias vezes, ao longo dos três dias da nossa estadia. Mas para mim era como se fosse sempre a primeira vez. Não sei porquê (ou talvez até saiba) mas havia sempre algum pequeno pormenor diferente, que me chamava a atenção a cada passeio que fazíamos. Acho que tenho o condão de ver, muito para além de simplesmente olhar. E todas as vezes que olhava para um canto via sempre um pormenor diferente.

Palácio da Bolsa
associação comercial do porto

Palácio da Bolsa ou Associação Comercial do Porto surgiu após o encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, em 1842. É um edifício imponente e um exemplo da arquitectura neoclássica oitocentista. Fica localizado na bonita Praça do Infante D. Henrique, em pleno Centro Histórico da baixa do Porto, que serve ainda o [antigo] Mercado Ferreira Borges. 

Hoje em dia, o Palácio da Bolsa serve de cenário para diversos eventos culturais, sociais e políticos.




Assim que entramos no Palácio, conseguimos ver a biblioteca magnífica à nossa esquerda. Na bilheteira, à direita, somos informados que a visita só pode ser feita com um guia, inseridos num grupo. Questionámo-nos se valeria a pena (já que não somos nada entusiastas de visitas guiadas) mas explicaram-nos que a visita seria relativamente rápida, cerca de 30 minutos e nós (eu, pronto, eu) gostávamos mesmo de conhecer o Palácio da Bolsa. 

Disseram-nos que a próxima visita em português seria por volta das 15h30. Ficámos com cerca de 30 minutos para passear um pouquinho ali nas redondezas, o que nos permitiu explorar a zona da Igreja de São Nicolau e de São Francisco e ainda deliciarmo-nos com a vista sobre o Douro.




À hora marcada lá estávamos os dois, mais uns quantos outros interessados que iriam compor o nosso grupo de visita e fomos encaminhados por um guia até ao interior do Palácio, mais propriamente até ao Pátio das Nações

Se eu já tinha ficado fascinada com a biblioteca da entrada, com a descoberta deste pátio fiquei completamente assoberbada, maravilhada. Não só com a amplitude do pé direito e do espaço, mas também com a cúpula envidraçada incrível que o iluminava e com o chão em mosaico — sobretudo fascinada por este chão de mosaico maravilhoso!


Pátio das Nações

O antigo claustro do convento dá hoje pelo nome de Pátio das Nações que representa, na sua amplitude, um hino às relações comerciais que Portugal mantinha, através dos brasões heráldicos ilustrados na base da grande cúpula de vidro. O chão, para mim, foi o grande destaque deste espaço. Revestido a mosaico cerâmico, as formas e cores, o contraste do desenho geométrico com o ornamentado orgânico de formas naturais, resultam num impacto enorme, em termos visuais, que nos enche as medidas — e que, para mim, já tinha valido a visita.



Subindo pela Escadaria Nobre, a nossa guia levou-nos a conhecer algumas das salas mais ilustres do piso superior, como a Sala do Tribunal, a Sala dos Retratos ou a Sala Dourada. Todas as salas tinham as suas características distintas mas tenho que reparar na mesa incrível que está na Sala dos Retratos, que demorou três anos para ser construída e que constitui, só por si, um marco na colecção do Palácio.



  




salão árabe

Pronto, aqui o meu coração parou. Não por ser o salão árabe mas porque o trabalho que estava investido nesta sala era para além de inacreditável. Um sem fim de formas, de retalhos, de apontamentos dourados, de pormenores minuciosos. Uma sala plena de riqueza e luxo, que servia perfeitamente o seu primeiro propósito: deslumbrar. O Salão Nobre é reconhecido como o ex-libris do Palácio da Bolsa. Demorou quase 20 anos a ser concluído e foi inspirado no Palácio de Alhambra. Os principais materiais são o estuque, madeira e folha de ouro e nas inscrições em árabe podemos ler uma homenagem à Rainha D. Maria II, responsável pela construção da sala.

Hoje em dia, para além de atrair turistas de todo o mundo, este salão é ainda utilizado para actos oficiais e ainda alguns concertos de música clássica.


  

O Palácio da Bolsa está aberto durante todo o ano, em dois horários diferentes (verão e inverno). Agora, até Março, poderão visitá-lo das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 e o custo da entrada varia; o Miguel pagou 5€ (o preço de estudante) e eu paguei 8,50€ (bilhete normal) mas as crianças até aos 12 anos não pagam, por exemplo. 

Este é um dos edifícios patrimoniais mais procurados na cidade do Porto e nós achamos que vale muito a pena a visita, caso ainda não conheçam. A nossa sugestão é que vão cedo, da parte da manhã, pois a luz do dia vai influenciar muito a forma como irão ver o espaço.


Convidamo-vos também a relembrarem o primeiro post (sobre o apartamento do AirBnB e o Miradouro Vitória) e o segundo post (sobre o almoço no Cantinho do Avillez). Fiquem desse lado que amanhã trazemos uma outra sugestão de almoço deliciosamente imperdível!

1 comentário

  1. Belas imagens, sem dúvida! Porto é uma cidade que ainda hei de conhecer em minha próxima viagem a Portugal, e cada vez me convenço mais e mais disso!
    Um bom fim de semana!!!


    Bia
    www.biaviagemambiental.blogspot.com

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