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O BAIRRO DO AVILLEZ

02 novembro 2016

Um bairro "atipicamente" lisboeta... Onde as tradições se juntam com as ambições de quem sabe, com o requinte de quem conhece e com o gosto de quem serve — e sabe servir. Hoje trazemo-vos o relato visual, guloso e saudoso, daquele almoço n'O Bairro do Avillez. Temos a certeza que vão adorar conhecer o mais recente bairro de Lisboa...


Este foi um almoço partilhado entre irmãs, num dia de [muita] chuva. Abrigámo-nos quanto antes dentro deste novo bairro e nem conseguimos fotografar a fachada exterior. Mas, assim que lá entrámos, soubemos de imediato que iríamos voltar — por isso não estranhem se virem por aqui mais uma ou outra publicação sobre o Bairro do Avillez.


Apesar de já ir encantada pelo espaço (ainda mesmo antes de o conhecer) por causa das fotografias que tinha visto, a verdade é que nunca pensei que fosse mesmo tão bonito — nem tão grande! Aparece-nos como um verdadeiro bairro alfacinha, nas suas mais genuínas tradições. Temos uma mercearia à entrada, com produtos típicos e várias peças que lembram os tempos idos da Lisboa de Amália.


Na zona adjacente à Mercearia temos a Taberna. Um espaço à média luz, Por lá encontramos um grande balcão com bancos altos, sentimos o cheiro de especiarias, ervas aromáticas e temperos, enchidos e queijos. Temos petiscos acompanhados de um bom copo de vinho. Temos amigos que brindam, casais que conversam. Temos azáfama para cá e para lá, que lembra as ruas de Alfama. Temos um ambiente descontraído, popular e delicioso para um after work numa sexta-feira à noite. 




O Páteo

Depois fomos conduzidas para o Páteo. Uma sala ampla, arejada e iluminada. Várias mesas, vários ambientes. Perfeito para almoços de trabalho, jantares de amigos ou serões a dois. É um ambiente completamente diferente dos dois anteriores e isso acabou por nos deixar surpresas e completamente rendidas.



Tínhamos uma mesa reservada (aconselhamos que seja feita reserva) e fomos encaminhadas até lá entre sorrisos e cortesias. Todo o serviço e atendimento é, efectivamente, de excelência e sentimo-nos muito bem vindas. Um verdadeiro privilégio. Fizemos o nosso pedido e agora já só estávamos ansiosas para experimentar as delícias do Bairro.


Brindámos à nossa amizade (a amizade de irmãs é a mais bonita) com uma sangria branca, uma das nossas predilectas, que estava absolutamente au point. Fresca e doce, servida nas devidas proporções. Não nos aventurámos nas entradas, mas estávamos seguras das nossas escolhas. Iríamos dividir um prato de peixe e um de carne e contávamos ainda experimentar uma ou outra sobremesa.




o favorito

O primeiro prato foi, de longe, o nosso favorito. Pedimos as lulas grelhadas nas brasas, acompanhadas com arroz negro e maionese de alho e kimchi. Estava tão, mas tão bom, que nesse exacto momento soubemos que voltaríamos só por causa destas lulas! Com um trave delicioso a carvão, cozinhadas no ponto, estavam magistralmente bem temperadas e aquele arroz (aquele arroz, senhores!) estava perfeito. Tudo muito saboroso e com os condimentos certos. Juro: voltaremos, mais que não seja para repetir estas lulas!





Seguiu-se o prato de carne, a presa de porco alentejano. Um suculento naco de porco grelhado nas brasas, com creme de alho fumado, servido com dois acompanhamentos. Optámos pelas batatas fritas e legumes salteados. 

Aquele toque da flor de sal, a carne tenra e saborosa, o equilíbrio dos legumes, das texturas várias e as batatas, fritinhas e estaladiças, harmonizavam o prato de forma brilhante. Não podíamos ter ficado mais satisfeitas com as nossas escolhas!




Para finalizar, pedimos ainda duas sobremesas. Aceitámos a sugestão e experimentámos a Pavlova do Bairro e uma das sobremesas de assinatura do chef, Avelã. Ambas apresentam uma óptima combinação de texturas, ora crocantes, ora aveludadas. A primeira equilibrava muito bem o doce do merengue estaladiço, com a compota suave de frutos vermelhos, ligados com a espuma de queijo creme e raspinha de limão. A segunda — a minha favorita — era uma aventura de texturas, com sabor a avelã. Gelado de avelã, espuma de avelã e avelã ralada, com um toque súbtil de flor de sal. É mesmo uma delícia!



Depois temos que partilhar que o melhor de tudo foi mesmo a proximidade com a cozinha — esta foi, de longe, a melhor experiência de sempre. Enquanto aguardávamos a nossa refeição, íamos contemplando todo o trabalho nas várias estações de trabalho. Num lado víamos sair as sobremesas, empratadas com rigor e com um aspecto divinal. No outro observávamos a organização exímia da saída dos pratos de carne e de peixe e lá ao fundo os mariscos.



Depois de vos ter entusiasmado com a descrição do nosso almoço maravilhoso, deixem-me que vos diga que a experiência no Bairro do Avillez, em especial a do Páteo, não se fica só pelo palato. Não. Vai muito além da refeição deliciosa, dos produtos de qualidade e do serviço de excelência. É um global de situações que só num espaço destes podemos desfrutar. A começar na própria sala.

Não estávamos à espera de encontrar uma sala tão bonita, com um pé direito enorme e uma grande clarabóia. Não contávamos encontrar tantos pontos de interesse na decoração, como as mesas de mármore, os bancos compridos ou algumas peças bem típicas das casas de Lisboa, como a bilha de leite ou a roupa à janela.


Todo o cenário está criado para nos fazer sentir em casa ou trazer um pouco da casa lisboeta a quem não a conhece. É um "must" para quem visita a capital e o nosso país, mas tenho a certeza que será uma delícia para aqueles que guardam memórias das casas dos avós em Lisboa, dos bairros castiços da cidade. Uma experiência a repetir, sem dúvida!


Bairro do Avillez
Rua Nova da Trindade 18, Lisboa
Segunda a Domingo
Das 12h às 24h

3 comentários

  1. Tou louca para conhecer! Acho que vai ser um dos meus TO GO spots quando for a Lisboa! :)

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  2. Vou lá no sábado! :) Do norte a Lisboa, quase de propósito! :)

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