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¡HOLA MADRID! #2

26 maio 2016

O Palácio Real, El Viajero e um jardim secreto — que vocês vão mesmo querer conhecer. Este é o resumo do nosso segundo dia em Madrid. Um dia que madrugou cedo e um tanto ou quanto cinzento mas que, ainda assim, se revelou ser um dia lindo. Hoje trazemo-vos sugestões preciosas, se pensam visitar a cidade.




O pequeno-almoço havia sido tomado cedo no apartamento. A manhã não se estreou solarenga e acabou mesmo por chover um bocadinho. A nossa primeira paragem era o Palácio Real e por isso partimos sem demoras, calcorreando as ruas da cidade. 


Em Madrid tudo parece perto! 

A verdade é que chegamos a todo o lado sem dificuldades. Na primeira visita à cidade nem usei o metro mas agora, como íamos mais dias e queríamos ver mais coisas, acabámos mesmo por nos aventurar debaixo de terra. Ainda assim, é uma cidade que se faz muitíssimo bem a palmilhar a pé, sem problema. 

De Atocha até ao Palácio Real foram cerca de 27 minutos a pé que não custaram nada — juro!





Chegámos ao Palácio deveriam ser umas 10h e, apesar da fila, não demorámos muito até entrar. Está tudo muito bem controlado e em todos os museus há um check in de segurança assegurado para que tudo corra bem. Revistam malas, detectam metais e encaminham as pessoas de forma ordeira para que a fila de visitantes escoe sem demoras. 

Os estudantes pagam 5€ de entrada e os não-estudantes pagam 10€. Há ainda o horário gratuito das 18h às 20h mas [...] a avaliar pela reacção do Miguel do dia anterior, não me pareceu bonito sujeitá-lo a uma fila de 10km. Pobrecito.





Curiosidades

O Palácio Real de Madrid é lindíssimo; uma arquitectura imponente, salas maravilhosamente ornamentadas, uma riqueza e elegância sublimes. Detalhes maravilhosos, peças únicas, obras de arte raras e uma realeza como não se vê em todo o lado. Além do mais, consta que é o maior Palácio Real da Europa, com uma área superior a 30.000 m². 

Apesar de o ter visitado em 2011, fiz questão de voltar, apenas para suspirar mais um bocadinho. O que me tira do sério, contra toda a razão de ser, é que não se pode fotografar o interior do palácio...




Sara, a rebelde

Claro que eu, no auge da minha rebeldia, armei-me em chica-esperta e resolvi fazer só uma fotografia(zinha) para o snapchat, pensando que não faria mal nenhum a ninguém. Esqueci-me foi de tirar o som do Iphone e num momento-slow-motion ouviu-se o disparo em toda a sala. Os visitantes ficaram incrédulos a olhar e o segurança veio a correr até mim. A minha sorte foi que o meu ar devia ser tão cómico que o senhor de desmanchou a rir e apenas disse que "não se pueden sacar fotos". Ia jurar que quase que me tinha piscado o olho. Quase...



Posto isto, os registos do palácio são poucos mas a garantia de que deve ser visitado é segura. Continuámos passeio, pela Plaza Mayor, até ao restaurante da lista que estaria mais próximo de nós. Auxiliados pelo Google Maps (um verdadeiro salva-vidas, acreditem), chegámos lá sem problema. Ei-lo, o El Viajero.






El Viajero

Este espaço estava na minha lista sobretudo pelo terraço. No último artigo explicar-vos-ei como resolvi organizar a nossa viagem e hão-de perceber que, na lista dos sítios onde comer&beber, acabei por dividir os espaços em pequeno-almoço, almoço, jantar e rooftops. Este El Viajero não estava, por isso, na lista de almoço mas por ser o mais perto (e porque nós já estávamos cheios de fome), acabou por ser a escolha ideal.



Ficava a cerca 900m do Palácio Real, demorámos nem 10 minutos a chegar lá (a pé). Sentámo-nos deviam ser umas 13h30 e fomos logo encaminhados para uma mesinha alta, junto à janela. O ambiente era polivalente, descontraído e bem divertido. O atendimento era jovem e simpático. Demorámos algum tempo até decidir o que pedir mas este El Viajero, felizmente, tinha a versão inglesa da carta — o que facilitou muito a decisão.





Para começar, arriscámos nas croquetas caseras de jamón iberico (1,40€ cada) e pedimos logo quatro — estávamos mesmo com fome. Mas depressa nos arrependemos e constatámos, por fim, que os espanhóis não sabem fazer croquetes. Não têm nada a ver com os nossos. Adiante. Com a fome com que estávamos, até caíram muito bem. Depois vieram os crujientes de pollo a las dos salsas (10€) que eram tirinhas de frango muito bem fritas, com dois molhos deliciosos. Por fim partilhámos uma Costilla de presa ibérica a la miel con tabulé (12€) que também era muito saborosa.



Curiosos por conhecer o terraço, pedimos para beber os café lá em cima. Disseram-nos que não havia problema e então subimos. Para além da sala do piso térreo, onde almoçámos, havia ainda uma sala mais aconchegada no segundo andar e por fim, o terraço no terceiro.




O Terraço 

Foi, no fundo, o motivo para ter este El Viajero na lista. E de facto, com sol, é um espaço muito giro. Dentro do mood de todo o restaurante, com peças em madeira, cadeiras várias e decoração diversa, o terraço tem uma vista muito bonita para a Real Basílica de San Franciso El Grande.




O café foi o pior que já bebi em Madrid (e, para enfatizar mais um bocadinho, em toda a minha vida). Peçam outra coisa ou bebam-no noutro lugar. Não gostei mesmo nada do café mas a experiência no El Viajero e aquele terraço valeram por tudo.




Estávamos mesmo em frente ao Mercado de la Cebada e por isso quisemos espreitá-lo. Um mercado muito pouco ortodoxo e de tal forma alternativo que não me aventurei a fotografá-lo. Mas fiquem sabendo que neste mercado se vende legumes ao lado de t-shirts, que o peixe é vizinho de vinis e que ao lado da fruta se fazem piercings. É isto.


Continuámos passeio. O dia mantinha-se assim, meio cinzento mas ao menos não chovia. Passámos pela Catedral de Madrid, mas apenas a visitámos por fora. Continuámos pela Plaza de España até alcançar a Gran Vía.



Desta vez queria colmatar uma falha que me pareceu imperdoável na minha primeira visita a Madrid. Desta vez ia subir até ao andar mais alto do El Corte Inglés de Callao — o mesmo El Corte Inglés onde fizera compras em 2011 mas que nem por um segundo suspeitei que tivesse um miradouro tão bonito.


(instagram @saracabido) 

Gourmet Experiences Gran Vía

Este "miradouro" fica situado no 9º piso do El Corte Inglés de Callao. E é incrível. Na verdade a palavra miradouro não lhe faz justiça porque aqui faz-se muito mais do que somente mirar. É um piso inteiramente dedicado à restauração e gastronomia, onde os visitantes podem degustar iguarias ou desfrutar de uma refeição. A vantagem é que tem grandes janelas com uma vista privilegiada para a Gran Vía.






Subimos ao 9º andar do ECI apenas para ver a vista pois já tínhamos traçado um destino especial para um cocktail de fim de tarde. Um pulinho às Puertas del Sol e seguimos até à Calle de Montera — uma das ruas mais duvidosas da cidade — tudo para conhecer o Jardín de Salvador Bachiller





Jardín de Salvador Bachiller

Não foi fácil descobrir este sítio mas depressa percebemos que já não é assim tão secreto, uma vez que estava cheio! Fica no último andar da loja Salvador Bachiller — sim, é uma loja e à primeira vista ninguém diria que escondia um jardim tão bonito no terraço. 

Este é um espaço mágico, coberto de plantas, flores, motivos naturais, adornos delicados e está envolto numa atmosfera relaxante e muito acolhedora. 




No terceiro andar está situado a VIP Lounge, que assumi que fosse a sala de refeições. Nós só queríamos tomar um aperitivo então pediram-nos que aguardássemos até vagar uma mesa. A tarde mantinha-se estável e o não chover só permitiu que pudéssemos visitar este Jardim — já que é totalmente ao ar livre.


Ele pediu uma cerveza artesanal, a Cibeles Rubia (4,95€) e eu optei por um Mojito de Frutos Rojos (7,5€) — que foi o melhor mojito que alguma vez bebi (ever!). Era doce, bem servido, com frutas frescas e fez-me as delícias de uma final de tarde muito feliz.




Estivemos por lá algumas horas. Descansámos um pouco e recuperámos das nossas andanças. Falámos, rimos, partilhámos um com o outro o que tínhamos gostado mais, recordarmos a cena da fotografia atrevida no Palácio Real, o quão mau era o café do almoço mas o quão bem nos tinha sabido a refeição, comentámos a vista bonita do 9º andar do El Corte Inglés e planeámos o que faríamos no dia seguinte.


Estávamos quase na hora de jantar e resolvemos experimentar um dos típicos Museo del Jamón, na Plaza Mayor. Mas antes fizemos uma paragem na loja Torrons Vicens, na Calle Mayor — já que ficava em caminho.



Eu nunca tinha provado então o Miguel fez questão de entrar. Provei, adorei e comprei logo uns quantos para trazer de regalo. São óptimos e além do mais aqui vendem-se em embalagens super giras, ideais para oferecer.





Museo Del Jamón

Ora bem, se eu andava a escolher os sítios de almoço deixava que fosse o Miguel escolher onde iríamos jantar. Afinal, também gosto de conhecer aquilo que há de mais típico nas cidades que visito e creio que este Museo del Jamón é dos poisos mais característicos. 

Não primam pelo asseio do espaço (contrariamente àquilo que se vê nas ruas da cidade, que são imaculadamente limpas todos os dias) e ali vive-se em verdadeiro ambiente de tasca. Sentámo-nos ao balcão e pedimos alguns petiscos para partilhar: uma ración de jamón ibérico de bellota (16,30€), uma ración de chorizo ibérico de cebo (5€), uma tortilla de patata casera e duas cervezas.




O jantar de petiscos soube-nos muito bem e acabámos por ir dar uma volta à Plaza Mayor, onde se celebravam as Fiestas de San Isidro de 2016. Um concerto de orquestra ao vivo inundava a praça e fazia com que todos se sentissem em modo de festejo, de gratidão, de felicidade. E foi assim, a festejar, gratos e felizes que voltámos ao apartamento. No dia seguinte haveriam outras aventuras...

5 comentários

  1. Madrid é uma cidade que gosto muito e a qual já visitei por 3 vezes. Conheço bem mas aqui estou a conhecer um pouco mais, uma vez que é uma cidade enorme e também fico sempre com a ideia que podia ficar mais algum tempo.

    Beijinho
    Rui, www.ruideviagem.com

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  2. Oh, Sara... É tão bom recordar Madrid através de ti (:

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  3. Que fotografias lindas <3 Mais uma publicação a guardar para me servir de guia quando lá for :)

    | i n d e c i s a

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  4. Olá Sara antes de mais dar os parabéns pelo blog que gosto de visitar principalmente pela parte das viagens, em Madrid as "croquetas" são diferentes do que será o conceito para nós mas fazem parte do dia a dia de "tapeo" da cidade e quando estão bem feitas são uma maravilha por isso numa próxima visita recomendo a Casa Julio porque têm variedade de recheio. Por outro lado e sobre o Museo del Jamón não é o sitio mais limpo (e nem o mais barato) mas a verdade é que aqui há (ou havia) uma regra de que quanto mais sujo o chão melhor o bar (porque tinha mais gente a consumir). Fico á espera de novas aventuras...

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  5. Adoro Madrid! Que fotografias lindas e obrigada pelas sugestões :)
    xoxo, S
    SARA’S DIARY
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