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Tabik

16 janeiro 2016

Tabik Restaurant. Um espaço maravilhoso, com um menu surpreendente. Um jantar a dois, à média luz, temperado com os melhores sabores e combinações com a assinatura do Chef Manuel Lino. Fica na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e é uma viagem aos sentidos — em todos os sentidos.




Como bons vivants que somos, gostamos de andar sempre na vanguarda do acontecimento. E quando diz respeito a acontecimentos gastronómicos e novidades na cidade é imperativo: temos que ir conhecer.




Fomos conhecer o Restaurante Tabik, a Avenida da Liberdade. Resolvemos marcar mesa para durante a semana. Gostamos muito destas pausas no meio do trabalho, que nos reforçam as energias e nos motivam. Estacionámos no parque dos Restauradores e não tardou até estarmos os dois sentados numa mesa resguardada, junto à janela. 




Admirar o espaço e o ambiente que se faz sentir no Tabik é inevitável. Tem uma decoração especialmente bem pensada e diferente de tudo o que já vi e um ambiente muito tranquilo e acolhedor. Talvez por ser dia de semana — e por termos ido relativamente cedo — não tinha muitos clientes. Apenas um ou outro casal ao balcão, a degustar um cocktail.




Fomos recebidos entre cortesias e o serviço é de uma simpatia extrema. Sugeriram-nos dois cocktails, para iniciar o serão. Aceitámos as sugestões; para ele um James On Fire, com Jameson fumado e para mim um delicioso Éphémère, com St. Germain e lemongrass. Era celestial! E brindámos assim, ao início de um noite que se avizinha deliciosa, na melhor companhia e no melhor restaurante.


Na altura de pedir nem hesitámos. Arriscámos, como aventureiros entusiastas que somos, na Experiência Tabik e não podíamos ficar mais satisfeitos. Este menu consiste em duas entradas, um prato de peixe e um de carne, uma pré-sobremesa e uma sobremesa. Os valores variam entre o 50€ e os 70€ por pessoa, dependendo se querem vinho ou não. 

Nós quisemos que os pratos fossem acompanhados com os vinhos aconselhados e por isso deixámos ao critério do chef.




Esta é uma experiência (quase) cega, no sentido em que nos deixamos levar pela sapiência do chef, já que seria ele a definir os pratos a serem servidos, na altura. Depois de apurado que não tínhamos nenhum inconveniente, fomos brindados com uma entrada fenomenal:  um ovo cremoso com puré de favas e chouriço. Estava uma delícia. Muito bem temperado, com as texturas certas e cozinhado no ponto. E é tão agradável ver uma combinação tradicional, de sabores tão portugueses, apresentada de forma tão original e saborosa.


A segunda entrada foi um ceviche do peixe do dia, igualmente saboroso e que nos surpreendeu — ao Miguel sobretudo, que se mostrou inicialmente céptico em relação a este prato e no final de contas (...) adorou. Ambas as entradas foram acompanhadas com um vinho verde branco, Muros Antigos Loureiro — selecção de 2014. 



Numa harmoniosa sequência, foi-nos servido o segundo vinho da noite e, por consequência, o prato de peixe. Um óptimo atum com tomate e pimentos assados fez-nos as delícias da noite, acompanhado de um Quinta do Monte d'Oiro, Rosé.




De seguida fomos servidos novamente, agora de um tinto aveludado, da Herdade do Portocarro. A combinação perfeita com o prato de carne, um tenro Rabo de Boi com chalotas e puré de cherovia. Gostei imenso desta proposta e achei que os sabores estavam muitíssimo bem conjugados — adorei.



Duas horas e três copos de vinho depois, demos por nós a rir e a sorrir. De tudo. Do dia que tinha sido um dia daqueles e deste jantar maravilhoso que nos estava a encher de forças para encarar a quinta-feira que se seguia. Nem demos pelas horas passarem por nós (mas eu dei pelos três copos de vinho, já que não sou propriamente resistente neste aspecto) e eis que nos chegou um prato de frutas com sorbet de gin tónico. Perfeito para equilibrar o palato, preparado-o para a sobremesa. Desta vez fez-se acompanhar de um cálice de vinho do porto. Haverá melhor combinação?


A sobremesa que nos preparam foi um arroz doce com leite de coco e lima. Mais uma vez, o encanto do prato tradicionalmente português com um twist especial. E eu que nem sou muito de arroz doce adorei!


Será justo dizer que o artigo acabou por ficar um pouquinho extenso mas seria ultrajante se este não fizesse justiça àquele jantar, naquele serão e neste restaurante. Afinal, a nossa experiência acabou por se resumir em quatro horas de conversas e descobertas de pratos e combinações únicas. Fomos para o Tabik Restaurant às cegas e foi às cegas que recebemos o jantar. Mas não poderíamos ter ficado mais satisfeitos e este passa automaticamente para a lista dos favoritos. 

Se quiserem comemorar alguma ocasião especial têm mesmo que espreitar este restaurante. Aproveitem e deitem um olhinho na carta e na oferta do bar — quem sabe se não vos apetece uma bebida descontraída no final da semana. Não precisam forçosamente de ir jantar, mas os cocktails são assim algo de muito bom.

Tabik Restaurant
Avenida da Liberdade, 41
Segunda a Sábado das 12h30 à 01h00

3 comentários

  1. O espaço é lindo (adoro as cadeiras) e a comida tem um aspecto divinal, em particular esse arroz doce exótico! E estive a dar uma vista de olhos pela ementa no Zomato e soa tudo tão, mas tão bem :)
    Tenho de ir experimentar brevemente!

    | INDIGO LIGHTS

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  2. Já tinha vontade de lá ir, agora ainda mais!
    Estas tuas fotos são realmente brutais! Até pedes ao empregado para tirar fotos ao vinho! Isso é que é :D
    A ir em breve!
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    Diogo Marques
    Blog: A culpa é das bolachas! | Facebook | Instagram | Zomato
    -

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  3. Parece (sempre) tão bom...

    E já me alongo no comentário a outro post.

    Rui Quinta, (Na Brevidade)

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