Social icons

Oh, Porto #3

06 janeiro 2016

As melhores torradas da cidade, a visita às caves e o passeio pela Ribeira. O nosso segundo dia no Porto amanheceu cinzento, mas nem por isso fazia com que a Invicta perdesse o encanto aos nossos olhos. Acordámos cedo, depois de uma noite descansada, e resolvemos ir tomar o pequeno-almoço ao Amarelo Torrada. Seguimos viagem, pela Estação de São Bento, descendo até à Ribeira para de seguida atravessar a ponte e visitarmos — pela primeira vez — as caves do Vinho do Porto. Querem espreitar em mais detalhe como foi a manhã deste segundo dia?


Para este segundo dia tínhamos planeado a visita às caves, já que era a terceira vez que visitávamos o Porto e nenhum de nós conhecia esse ex-libris da cidade. Depois de um jantar a dois, em casa, e de uma noite tranquila, recarregámos baterias com um pequeno-almoço num dos espaços que depressa se tornou num dos meus lugares de eleição: o Amarelo Torrada.



Já estava na minha to-go list do ano passado mas (...) como em todas as nossas viagens, deixamos sempre e invariavelmente qualquer coisa para fazer. Como os passeios pelo Porto são mais fáceis de concretizar do que em Londres ou Paris, vamos conseguindo colmatar algumas falhas que deixamos para trás. Esta era uma delas.

(instagram @saracabido)





Chegar lá, desta vez, não foi tarefa difícil. Deviam ser umas 9h da manhã e o espaço, pequeno mas muito mignon, já só apresentava uma ou duas mesas. Aproveitámos para nos sentar de imediato e já sabíamos o que íamos pedir para o pequeno-almoço: torradas. Obviamente.




Podem pedir torradas de vários pães — nós escolhemos o pão chapata. Vêm acompanhadas com compota e manteiga (exactamente como eu gosto) e são deliciosas. O espaço tem imenso charme e o serviço tem um requinte despretensioso e delicado. Adorámos. E o melhor de tudo? O preço do nosso pequeno-almoço (uma mega torrada para dividir, um sumo de laranja, um café e um galão) ficou a cerca de 6€ — o que em Lisboa era praticamente impossível de almejar, num espaço assim (já que há sítios que nos cobram os olhos da cara por um sumo de laranja natural). 




O nosso passeio continuou pelas ruas da baixa fora. Descemos até São Bento para me relembrar do quanto gosto desta estação. A luz, a vida, os azulejos, a cor. Tudo aqui é bonito e é sempre um bom ponto de passagem (e de paragem obrigatória, se ainda não conhecem). 




Ribeira. Suspiros, sorrisos, silêncio. O som da água que corre, das gaivotas que voam, das castanhas que assam lá ao fundo. As cores da cidade, que pintam um lado da encosta de ocre, carmim e cobalto. Os barcos que flutuam, com as pipas de madeira. O cheiro da ribeira. Adoro este sítio, esta cidade. E já tinha muita saudade.





Dizem que à terceira é de vez. E foi mesmo. Em três vezes nunca tínhamos chegado a passar — efectivamente — para o outro lado do Douro. Fizemo-lo agora, três anos depois, para ir conhecer as famosas Caves do Vinho do Porto.


Tínhamos feito algumas pesquisas sobre quais as caves a visitar. As primeiras que surgiam eram a Calem mas depois a Carla — a nossa anfitriã — acabou por nos dizer que as Ferreira também eram bonitas e com o bilhete de acesso mais barato.



Por uma questão de logística — já que o preço da entrada variava apenas em um ou dois euros — acabámos por ir às Calem, que são as mais próximas para quem passa a Ponte de D. Luís. Avizinha-se um dia fechado, cinzento e chuvoso e não queríamos estar sujeitos a ficarmos encharcados (o que acabou por acontecer, pouco depois de almoço).




De qualquer das formas, acabámos por chegar às Caves Calem por volta das 12h15 e comprámos bilhete (6€ cada) para a visita guiada em português, que partia às 12h45. Fomos tomar um café, entretanto,  e registar alguns detalhes bonitos da cidade, que só podem ser captados naquele lado do rio. A visita dura cerca de 30/35 minutos e a nossa guia era divertidíssima e muito simpática. Adorámos visitar as caves — eu fiquei a saber imensas coisas que, até então, desconhecia — e adorámos degustar os dois cálices de vinho do Porto, um branco e um tinto, no final da visita.




Perto da uma da tarde e a principiar a chover, estávamos já com algum apetite e como na descida até à Ribeira tínhamos passado pelo Munchie, a ideia de ir lá almoçar toldou-nos de imediato o espírito. Por várias razões: já sabíamos onde o encontrar, já sabíamos o que íamos encontrar e a quanto íamos encontrar. Fácil.




Ao contrário da última experiência que tive na loja de Lisboa (nada positiva, diga-se), este almoço a dois, na Baixa do Porto, foi perfeito. É verdade que já estávamos esfomeados mas adorámos conhecer a loja — parece um autêntico labirinto, com um pátio perdido pelo meio — e já tínhamos saudades destes hamburgueres. Descobrimos ainda que a loja de Lisboa fechou e só encontramos o Munchie pelo Norte, por isso foi mesmo um plus.

(instagram @saracabido)


Para ele veio um Gula (140gr carne de vaca recheada com queijo cheddar, alface, tomate e bacon, ketchup e maionese de alho) por 6,90€, já com batatas, e uma imperial. Para mim, que parecia ainda estar enfartada da francesinha do dia anterior, pedi um Menu Pirralho (90gr carne de vaca e queijo, acompanhado com batata, bebida e sobremesa — substituída por um café). por 5€.


O almoço soube-nos a ouro e já sabíamos onde ir tomar a sobremesa. Era a meia dúzia de passos dali e era maravilhosa. Mas sobre essa outra descoberta falaremos amanhã, sim? Prometo que vão gostar.

2 comentários

  1. Fui ao Munchie e fiquei fã, especialmente da limonada e do espaço. Já o Amarelo torrada também estava na minha lista mas fica para uma próxima.:p

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  2. Estive no Amarelo Torrado em Março e gostei imenso. Do espaço, das torradas, do maravilhoso cappuccino. :)
    Essas fotos da Ribeira trouxeram-me óptimas recordações do ano em que estagiei lá :)

    ResponderEliminar