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Dublin #3

20 janeiro 2016

O final de tarde e o jantar divinal do segundo dia em Dublin. Já vos contámos como passámos o primeiro dia na cidade e também já vos mostrámos as coisas bonitas que vimos e fizemos na manhã do segundo dia. Pois bem, sem grandes demoras, agora mostramo-vos a nossa visita à (maravilhosa) Guinnes Storehouse e o nosso (delicioso) jantar a quatro, no L. Mulligan Grocer.


Depois de visitar a Christ Church, eu e a Joaninha enfrentámos uma pancada de água passageira, que nem duas guerreiras, e fomos a pé até à Guinnes Storehouse. A cidade é plana, tem óptimos acessos e faz-se muitíssimo bem a pé. Mas quando chove a coisa muda uma bocadinho de figura, não é verdade? Pois bem, a nossa sorte é que foram alguns aguaceiros passageiros e lá chegámos, por fim, ao sítio pretendido. Em boa verdade vos digo: a Guinness Storehouse está mais do que bem indicada na cidade. Há placas de sinalização por todo o lado, por isso não seria difícil de lá chegar. E chegámos, por fim.




Eram quase 17h da tarde e estávamos no timing perfeito. Havíamos reservado duas horas para ver o museu pois tínhamos ficado de nos encontrar com eles às 19h para jantar. O que nos esquecemos foi de comprar os bilhetes online e então fomos sujeitas a quase meia hora de fila nas bilheteiras. Mas sem drama, que connosco está sempre tudo bem (mesmo quando não está soooool!). A entrada custa 16€ (estudante) mas confiem: são os 16€ mais bem empregues na viagem. Pelo menos para mim!



Visitar este museu é imperativo. Por tudo. Primeiro, e antes de mais, o edifício no qual se encontra a Guinness Storehouse foi construído em 1902 como fábrica de fermentação de St. Jame's Gate Brewery. É lindíssimo, ao estilo da Escola de Chicago e não poderia ser o cenário mais perfeito para receber este museu.




A exposição desenvolve-se pelos vários pisos do museu e está muitíssimo bem enquadrada no espaço. Sempre de forma dinâmica e interactiva, vai-nos contando a história de (Arthur) Guinness, criador, marca e por fim produto, ao longo do tempo. Aprendemos como surgiu, como é feita, quais os processos e com se mantém fiel a si própria (a cerveja, digo), ao fim destes anos todos. São segredos ancestrais, estes aqui revelados, meus amigos.





Eu estava em êxtase. Primeiro porque sou fiel a uma boa cerveja, depois (e o mais importante) porque não parava de pensar no quanto o Miguel iria gostar de estar aqui, de visitar esta fábrica e este museu. Fazer (e beber) cerveja é uma das coisas que mais gosto lhe dá e posso-vos dizer que ele faz uma cerveja artesanal maravilhosa — que um dia irá ser um sucesso mundial. Por isso é que, para quem me segue no snapchat (@sarascabido), deve ter visto vários snaps do museu. Era todos direccionados especialmente para ele!




O museu é interactivo a vários níveis. Tem vários suportes digitais e tecnológicos, videos que acompanham a exposição, audio-guias, simulações e projecções e ainda uma sala especial, onde a dinâmica é em grupo e real: junta-se um grupo de cerca de 10 pessoas que são depois acompanhadas a uma sala de provas. Aí podemos sentir o aroma do cereal e da cerveja a fermentar, aprendemos a distinguir os vários tipos de cerveja e ainda somos convidados a servir a nossa própria Guinness. Genial!


O supra-sumo do museu é mesmo o Bar Panorâmico no último andar. Quando chegámos lá acima já estava de noite mas mantinha-se belo na mesma. A vista era lindíssima e o espaço estava cheio de pessoas animadas, que celebravam a vida com um brinde com uma pint de Guinness.



Como o bilhete de acesso ao museu dá direito a uma pint no final da visita, eu e a Joaninha não nos fizemos de rogadas e dirigimo-nos ao bar, onde fomos atendidas de uma forma especialmente simpática. Quer dizer, tínhamos sido muito bem atendidas em todo lado. Os dublinenses são mesmo uma simpatia.


Não estava fácil, mas lá conseguimos arranjar uma mesa com uns sofás para nos sentarmos e bebermos a nossa Guinness. E então brindámos à nossa viagem e à nossa amizade. E foi bonito. Escusado será dizer que quando saíamos do museu já íamos caminhando um pouquito ao sabor do vento (ou aos S's como quiserem chamar). Mas frio não tínhamos, isso é garantido.


Encontrámo-nos com eles ao pé da Jameson Distillery, do outro lado do rio. Por esta altura já não estávamos sob o efeito da Guinness e sentíamos todo aquele frio gelado de uma noite de Novembro em Dublin. Fomos tomar uma bebida a um pub, para abrir o apetite antes de jantar. O que vêem em cima é um chá de whisky quente com mel e canela. E eu, que nem gosto de whisky, adorei.




O jantar foi sugestão da Mariana e do Tiago. Levaram-nos até ao pub L. Mulligan Grocer, ou Mulligan's. Fica localizado na zona norte da cidade, em Stoneybatter. É um pub não muito grande mas o suficiente para receber vários grupos para jantar. É um sítio elegante mas muito prático, ao mesmo tempo. É uma exclamação daquilo que melhor se faz, a nível da gastronomia irlandesa e foi por isso que eles nos quiseram lá levar.




Eu adorei tudo, como podem imaginar e ver pelas fotografias. Pedimos pratos variados, para partilhar e de tudo um pouco provar. Vieram duas entradas para dividir; um scotsh egg que estava de comer e chorar por mais e um "Sir" Jack McCarthy's Black Pudding, acompanhado com maça e queijo de cabra, que era uma especialidade!




Para os principais veio um Wild Venison Burger, uma de Moules Frites e ainda um Slow Roasted Pork Belly, que é o último prato que vêem à direita, na imagem. Todos os pratos, incluindo sobremesas, vêm descritos na ementa juntamente com a bebida (cerveja ou whisky) que o deve acompanhar. São meras sugestões, é certo, mas adorei que eles o fizessem. Para quem não é propriamente um connoisseur esta é uma ajuda valiosa.




Acabámos por pedir ainda duas sobremesas, para experimentar. Um Smoked Caramel Brownie e uma outra que, embora fosse deliciosa, agora não me consigo recordar do nome. Ainda assim, podem constatar por vocês próprios: não têm um aspecto incrível? Têm. E sabiam ainda melhor!


Foi o final perfeito para um segundo dia de viagem. Foi um segundo dia em cheio, que começou cedo e nos trouxe imensas alegrias. Conseguimos visitar tudo a que nos tínhamos proposto e não podíamos ter encerrado com jantar melhor. Aconselho muito este pub, especialmente se visitarem a Jameson Distillery, por exemplo, dado à proximidade com o restaurante. Ou então vão jantar por lá só porque sim. Garanto-vos que vai valer a pena, ainda que não seja propriamente um jantar barato (creio que a factura deverá ter rondado os 120€, o que representa 30€ por pessoa) é uma experiência inapagável. 

Amanhã levamo-vos a um sábado solarengo, que começou com um café num espaço giríssimo e um almoço maravilhoso em Howth. Fiquem desse lado!

4 comentários

  1. O museu parece ser muito interessante, mas esse bar... Tem tudo óptimo aspecto! Fiquei-me a babar um bocadinho :) eheh

    | INDIGO LIGHTS

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    1. O museu está muito bem organizado e a exposição muito dinâmica :) a vista do topo, acompanhada com uma guinness é perfeita!

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  2. Esse bar parece ser um sonho :)

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