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VIEMOS DA ILHA #1

29 junho 2015

E já estamos cheios de saudades. Faz hoje uma semana que voámos para os Açores, mais especificamente para a Ilha de São Miguel. Esse foi o motivo que nos afastou um pouquinho do blog na última semana. Mas se espreitaram este post aqui, terão — de certo! — acompanhado as nossas aventuras na tag #LittleTinyPiecesofAçores

À semelhança daquilo que fizemos aqui na nossa viagem a Londres, esta semana será dedicada às memórias que trouxemos para casa desta ilha que nos fez perder de amores. E não só! Será uma partilha visual, relatando as nossas aventuras e peripécias, culminando num artigo de sugestões e dicas, com base na nossa (infelizmente) curta experiência. Como não nos queremos esquecer de detalhe algum, achamos que a partilha deverá ser feita com a maior brevidade, para que ainda consigamos descrever aquele cheirinho bom a terra húmida, aquele cantar sem parar dos pássaros, aquelas estradas sinuosas... 

Curiosos para saber o que fazíamos há uma semana atrás?


Aterrámos tranquilamente, depois de uma viagem matinal bem pacífica. Fomos recebidos pela minha querida Bia, que já não via há muito tempo (desde os tempos da licenciatura...bons tempos, esses) com alguns miminhos — queijadinhas da vila, duas águas naturais de São Miguel e dois sumos de maracujá locais — perfeito para recuperar da viagem. Depois de levantarmos o carro que havíamos alugado, seguimos viagem em direcção ao nosso primeiro ponto de estadia.


Quando aterrámos, o dia avizinhava-se solarengo. Depressa entendemos a expressão que mais tínhamos ouvido nos últimos dias: quatro estações num só dia! Estava a prova provada e a teima tirada: nuvens baixas, muita humidade e um sol que começava rapidamente a esconder-se. Chegámos ao nosso destino uma hora e meia depois de arrancar do aeroporto. Perdemo-nos. Mas estávamos também tão perdidos naquelas paisagens verdes, infinitas, pela costa selvagem [...] que só nos resolvemos encontrar uma hora depois.



Santa Barbara Eco Resort. Será boa ideia agora avisar-vos que se avizinha todo um scroll down de emoções? Esta partilha será um pouquinho mais extensa mas prometo que valerá a pena! 

Esta seria a nossa casa na primeira noite. O Santa Barbara Eco-Beach Resort abriu no dia 1 de Junho de 2015 — quase que o fomos estrear! — e foi uma delícia conhecer este espaço recém-inaugurado. Tudo aquilo que me tinha feito apaixonar quando o conheci por aqui era ainda mais bonito ao vivo. O check in foi feito sem demoras e fomos encaminhados, entre sorrisos, até à nossa villa. Ficámos alojados nas Villas Blue&Green, onde o nome faz jus ao espaço: algures entre o mar e a serra, tons marinhos, verdes intensos, padrões de folhagens e motivos marítimos aprimoravam um apartamento acolhedor, voltado ora para o mar, ora para a serra.


Mesmo que as nuvens tivessem coberto o céu (outrora azul) por completo, a luz que entrava pelas janelas amplas era intensa, tocando nos objectos de uma forma muito especial. O espaço não podia ser mais a minha cara: minimalista, pintado de tons neutros, salpicado apenas, de quando em vez, com peças bonitas de decoração. A começar na sala, passando pelo quarto e terminando na casa-de-banho. 


Uma das particularidades que nos agradou foi a localização privilegiada deste eco resort. Fica em Santa Barbara, em cima da praia, com uma amplitude visual que nos brinda com tons da serra e as cores do mar. Os quartos têm grandes janelas e pequenos terraços adjacentes, ideais para começar bem o dia, ou terminar bem a noite!


Depois de nos instalarmos, eram já quase duas da tarde e resolvemos seguir as indicações do nosso guia à distância, o Rodrigo — o melhor guia dos Açores e arredores! Ele tinha-nos indicado que era no Tuká Tulá que se comia o melhor atum braseado. E foi exactamente para o que fomos. E não nos arrependemos nadinha. 


Um almoço a dois, junto ao mar, com uma saladinha de búzio para entrada e dois pratos de peixe divinais. Para mim um peixe delicioso e muito bem servido. Para ele, uma posta de atum braseado. Ambos fresquíssimos e muitos saborosos. Claro está que íamos petiscando ora de um, ora de outro. Foi uma óptima lembrança, Rodrigo, ficámos fãs! 


Pouco depois de almoço, o nevoeiro começou a adensar-se e a nossa visita à Caldeira Velha e à Lagoa do Fogo ficaram comprometidas. Teríamos que esperar que o sol nos voltasse a sorrir no dia seguinte. Mas não nos fizemos de rogados e seguimos estrada fora até à Quinta das Três Cruzes (que não tarda regressará à denominação de origem: Quinta de Santo António). Mas foi como Quinta das Três Cruzes que a conhecemos e é com esse carinho que a iremos recordar. 


A Quinta das Três Cruzes é uma das plantações tradicionais de ananás mais antigas de São Miguel. Todos os produtos são certificados, de origem biológica e de produção na quinta. Por serem quase 18h resolvemos ligar antes, para confirmar que estaria alguém na quinta para nos receber. Certificaram-nos que sim e não podíamos ter ficado mais encantados com a recepção.


O nosso anfitrião era o proprietário da Quinta e responsável pela produção. Recebeu-nos calorosamente e com uma informalidade que nos fez sentir em casa. Explicou-nos a história da quinta, o processo de produção do ananás (sabiam que um ananás demora cerca de dois anos e meio a estar pronto a ser vendido?) e acompanhou-nos numa visita demorada e sem pressa às várias estufas. Cada uma contemplava um estado de maturação diferente da produção e foi muito interessante entrar em cada uma, sentir os diferentes ambientes, cheiros e cores.


Connosco trouxemos um ananás bem maduro (e bem docinho, por sinal) que devorámos à sobremesa e ainda um licor e uma aguardente de ananás. Mas antes de virmos embora, não resistimos em provar o gelado caseiro de ananás. Têm mesmo que experimentar; é uma delícia!


Para o jantar, também sugerido pelo Rodrigo, resolvemos ir provar os famosos bifes da Associação Agrícola de São Miguel. Duas horas depois lá chegámos ao nosso destino. Perdemo-nos outra vez. Será importante dizer que o Google Maps não funciona bem naquelas terras (ou, pelo menos, não funcionava connosco). Uma verdadeira chatice, visto que somos ambos grandes entusiastas dessa aplicação maravilhosa. Posso-vos dizer que durante a nossa estadia, só nos encontrávamos (ou melhor: só encontrávamos o que procurávamos) quando perguntávamos a alguém — à velha e boa maneira tradicional.


Desassossegos à parte, pedimos dois bifes low cost. Sim, low cost. Era, de facto, a opção mais em conta da carta. Tinham os bifes normais, os meios bifes e os bifes low cost. Para que não fiquem com ideias erradas: se o Miguel achou o bife "low cost" grande, imaginem como seriam as restantes opções! 

À mesa chegaram-nos dois bifes muito tenros, bem temperados (com alhinho e pimento), servidos com a porção ideal de batatas fritas e ainda uma Especial para ele (a cerveja da ilha) e uma Kima para mim (um refresco de maracujá, do qual fiquei fã).


Curiosidade engraçada: afinal de contas, depois de duas horas às voltas em Ponta Delgada, na ânsia de encontrar o tão bem-falado restaurante, acabámos por descobrir, no regresso ao Eco Resort, que ambos se situavam praticamente na mesma rua. Isto há coisas do arco da velha...


O nosso segundo dia (que terá o seu merecido destaque amanhã) amanheceu cinzento para os lados da Ribeira Grande. Ainda assim despertámos bem animados e entusiasmadíssimos para conhecer o resto da ilha. E como já devem ter ouvido por aqui, o pequeno almoço é a minha refeição predilecta do dia. Especialmente pequenos-almoços de hotel, com muita cor, muita fruta, muita variedade.


Este não desiludiu. Servido na sala do restaurante com vista para o mar, o pequeno almoço do Santa Barbara Eco-Beach Resort presenteava-nos com várias opções de pão, cereais, bolos, fruta, sumos naturais (um sumo de manga natural ma-ra-vi-lho-so), e outras coisas boas.


Partiríamos daqui a nada e a nostalgia já se começava a fazer sentir. Ir embora é uma coisa que eu não gosto nada. Nunca gostei do já acabou, temos que ir, depois voltamos, quem sabe, um dia [...] e por isso fiz questão de registar mais uns detalhes bonitos do espaço que tão bem nos recebeu nesta primeira noite em São Miguel. 


Detalhes dos jardins e da piscina que parece que se estende para o mar, tocando-lhe ao de leve. Também eles no seu registo minimalista, despojado de artifícios e em harmonia perfeita com a natureza envolvente.


Detalhes bonitos, captados numa manhã cinzenta de Junho. Mas ainda assim, detalhes que nos enchem o coração, que nos fazem suspirar e ter vontade de voltar até lá.


Contrariada por ter que dizer adeus, lá embarcámos juntos, rumo à nossa segunda paragem de estadia. Mas isso ficará para amanhã. Fiquem desse lado para acompanhar a nossa aventura por São Miguel e digam-nos o que acharam destes detalhes, deste espaço e do que gostariam de ver por aqui.

5 comentários

  1. Estou bem curiosa e vou acompanhar com muita atenção estes próximos posts sobre a vossa viagem aos Açores. É um sítio que tenho curiosidade em conhecer e agora com a RyanAir a voar para lá talvez essa curiosidade seja satisfeita mais cedo. :)

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  2. Pois é, nós por cá estamos habituadissimos às 4 estações no mesmo dia! :) hehe!
    Eu confesso que conheço mal São Miguel, o que é triste para quem vive noutra das ilhas dos Açores, mas tenho de aproveitar enquanto o meu irmão lá estuda para ir conhecer. Fico feliz que tenhas gostado, é sempre bom ler opiniões positivas sobre uma das nossas ilhas.
    Quanto à Kima, era uma das coisas que me deixava saudade quando vivia em Coimbra. Nas férias tinha de matar saudades sempre! lol :)

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  3. Estive aí o mês passado e adorei conhecer a ilha. O tempo não esteve muito bom, aliás tivemos um dia cheio de chuva e tornou se complicado ver algumas lagoas por causa do nevoeiro mas foi sem dúvida uma viagem que valeu a pena!!!
    Esse hotel é lindo por demais!!

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  4. Nunca fui aos Açores mas o mê M.Q.T anda já há algum tempo a falar em irmos dar uma volta por lá e digamos que para me convencer a ir visitar um sitio como este não é preciso muito :) Fico por este lado à espera dos teus próximos posts que quase de certeza só me vão dar mais vontade ainda de ir até à ilha !

    P.S.: Como sempre, as tuas fotos estão incríveis :)

    1495 M. acima do nível do mar

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  5. Nunca foi um dos meus destinos prioritários, mas se calhar devia reconsiderar, até porque já tanto ouvi falar das maravilhas dos Açores e sempre que vejo fotografias fico encantada!

    Nunca mais vou olhar para ananazes da mesma forma, agora sei que sei quanto tempo leva a sua produção! haha :)


    Beijinhos,

    Sofia
    Seventeen Seconds

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