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das promessas e desejos

17 janeiro 2015

Para dar as boas-vindas ao novo ano. São os último detalhes do nosso passeio. Ao longo desta semana que passou fomos partilhando todas as coisas boas e doces memórias destes dias no Porto. Os petiscos da primeira noite, um lanche delicioso, o passeio pelo mercado, outro pela ribeira e ainda o regresso àquela mercearia que tanto gostamos, naquela rua das Flores que é a nossa preferida. Tudo serve de desculpa!

E o final de tarde de 31 de Dezembro de 2014 não poderia ter vindo mais sereno. A luz foi-se tornando cada vez mais ténue e veio dar lugar a uma noite estrelada — e gelada. Um bom motivo (como se precisássemos de motivos...) para duplicar os abraços e os beijos quentes. Isto tudo, claro!, coberto de gorros e malhas, mantas e cachecóis. É que pôs-se uma noite bem fria. Mas a luz estava divinal.



O nosso último almoço de 2014 foi uma tremenda de uma francesinha, com tudo aquilo a que tínhamos direito. Por isso, acabámos por continuar a passear, agora sem destino, pelas ruas da cidade. Para nos abrir o apetite, afirmávamos. A verdade? Não me queria ir embora; queria absorver tudo aquilo que estava escondido nos cantos e recantos das ruas e ruelas da Invicta.



Vimos as luzes tocar no rio, pela primeira vez, com o cair da noite. Vimos a cidade ganhar uma forma distorcida, linda, feita de cores esbatidas e formas descontraídas. Vimos o seu reflexo espelhado no rio, que se movia com toda a calma da corrente, contrastando com a euforia que se começava agora a sentir nas ruas. Afinal, era a última noite do ano.


Talvez pela excitação da passagem de ano, pela a emoção da despedida, pelo frio desmedido ou, simplesmente, pela grande francesinha do almoço, não tínhamos muito apetite, nem vontade para cozinhar, nem para esperar séculos nas filas que se estendiam porta fora dos restaurantes, nem para a azáfama e agitação dos demais. Então fomos à procura, sem grandes expectativas, estrada fora. Queríamos fugir às multidões, às massas. Queríamos ser só nós. E é aí que encontramos este pequeno bistrô; o Aduela.


"Servimos quase tudo", estava escrito à entrada. E nunca um "quase tudo" me soube tão bem. Não sei porquê, mas nessa noite apetecia-me um gin tónico. Acho que foi só em 2014 que comecei a gostar de gin; até então nem o cheiro suportava. Será esta a desculpa mais do que perfeita para justificar um brinde à última noite do ano em copo largo, com uma rodela de limão.

Petiscámos um bocadinho. Ou melhor dizendo, petiscámos durante duas horas [...] entre conversa, gargalhadas e promessas, ora íamos bebericando, ora íamos petiscando. E depois (?), depois fomos descendo.


Assistimos ao espectáculo de fogo de artifício na Avenida dos Aliados. Brindámos entre nós, brindámos com quem nos rodeava. Desejámos um bom ano, pautado entre goles no champanhe gelado, entre a sinfonia estonteante das explosões coloridas que pintavam o céu, que reflectiam todas as nossas promessas, todos os desejos. 

6 comentários

  1. Oh que lindo.. as tuas fotos, palavras... este blogue é o que há de melhor!

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  2. É por isto que recomendo o teu blog aos meus leitores.

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  3. :) Acho que o teu Porto é a minha Lisboa ♥ é como deixar um grande bocado de nós noutro sítio e sonhar todos os dias o dia em que não temos de deixar nada para trás :)

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  4. Tu ilustras tão bem os teus textos que parece que estou a ver um filme. O texto e as imagens andam de mãos dadas. É sempre uma boa surpresa ver as tuas publicações.

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  5. Gostei imenso do texo e das fotografias, eu sonho com um local assim onde possa "servir quase tudo"!
    até breve

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  6. E continuava a ler este lindo texto noite a dentro!!!!
    Porto 💟

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