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Quinta da Várzea

16 novembro 2014

Colares, Outubro 2014. Avizinhava-se um fim de semana solarengo, daqueles raros, perdidos em Outubro. Dias de sol, de céu azul, infinito, lindo. Uma leve aragem, que nos lembrava por momentos do outono que se deveria fazer sentir, agitava a folhagem. Fizemos as malas e partimos à aventura. 

Fomos só até ali, ao virar da esquina. Mas para nós, uma aventura não se faz por corrermos meio mundo; uma aventura é irmos os dois, felizes, descobrindo novos sítios, conhecendo novas pessoas. E as nossas aventuras são sempre assim: bonitas e inesquecíveis. Como esta! 


Quinta da Várzea, em Colares, foi o palco desta nossa pequena aventura de fim de semana. Serviu como um escape à rotina, uma pausa no ritmo acelerado das entregas e trabalhos. Mas serviu também para conhecer uma casa linda, uma família maravilhosa, um restaurante delicioso e mais ainda para reforçar a (minha tão adorada) máxima de que a felicidade é feita de pequenos detalhes; que um sorriso nasce de um pormenor simbólico, um gesto despercebido, um carinho entre linhas. E aqui, na Quinta da Várzea, onde a família é a base da casa, que foi o nosso lar durante três dias, todos os pequenos detalhes estão repletos de amor. Vale a pena conhecer.


Situada na vila de Colares, junto ao riacho, a Quinta da Várzea apresenta-se como sendo uma escolha perfeita para casa de férias, oferecendo todas as comodidades a uma estadia privilegiada. A oferta abrange os dois pisos superiores da casa, sendo que são totalmente independentes. O piso superior, onde eu e o M. pudemos pernoitar, contempla 4 quartos, duas casas de banho, uma ampla sala e cozinha equipada. No piso térreo, estão então alojados os proprietários da casa ou, como os recordo, uma das famílias mais bonitas que tive o privilégio de conhecer. 

É aqui que esta estadia se tornou mais gratificante.


Ter a oportunidade de conhecer a querida Madalena, nossa anfitriã, o seu maridos e filhos lindos, os seus cães que são a coisa mais doce que alguma vez vi (...) tudo isto nos mostrou o verdadeiro significado de família e amor genuíno e fez com que nos sentíssemos, realmente, em casa.

A casa (oh!, a casa) parece tirada de uma revista, repleta de detalhes de decoração muito bem inseridos num ambiente rústico, mas com todo o conforto e delicadeza nos pormenores.


A sensação que tivemos, assim que subimos as escadas principais, é que não nos queríamos ir embora — nunca mais! Parecia um cenário de um conto de fadas, uma casinha de bonecas. O telhado, as águas furtadas, o soalho antigo, muito bem restaurado, as paredes caiadas de branco, com motivos coloridos salpicados, ora nas flores, ora nos apontamentos dos chapéus, das cadeiras, das almofadas. E as janelas, com o fundo pintado de tons vibrantes de verdes e dourados, como se de uma tela se tratasse, com a silhueta do palácio, conferiam à casa um ambiente mágico, único.

Passar um fim de semana aqui, com o correr do riacho por baixo, os cantar melodioso dos pássaros, com o dia a raiar cedo por detrás da serra e o anoitecer com tons quentes, refletidos no castelo, é algo de indiscritível; é um privilégio.


Estivemos em Colares duas noites. Na primeira, fomos conhecer um restaurante maravilhoso, nas Azenhas do Mar. Mas sobre isso, falaremos noutra ocasião. Na segunda noite, fizemos questão de usufruir da maravilha que era ficar em casa. Sobretudo, numa casa assim. E assim foi; acabámos por ficar por casa. E nunca o ficar em casa nos soube tão bem! 

Um apontamento: os melhores diospiros que alguma provei! E colhidos pela pequena Esperança, uma dos três filhos do casal (e um exemplo daquilo que eu gostaria que fosse a minha filha. Tão bonita, tão bem educada, tão simpática. Uma princesa!). É claro que assim, os diospiros tiveram um gostinho ainda melhor.


Acabámos por ficar na suite principal, com casa de banho privativa, embora a casa tivesse ficado à nossa inteira responsabilidade. E até aqui pudemos constatar o cuidado do detalhe e pormenor, que a Madalena e família atribuíam aos espaços. Os turcos dobrados com cuidado, por cima da cama, com um raminho de flores frescas, colhidas do jardim. A Chita de Alcobaça, aplicada na cabeceira da cama e no roupeiro, as vergas e madeiras envelhecidas, os recipientes de latão, tão vintage, na casa de banho. Uma delícia!


Por cortesia, ficámos ainda a conhecer o apartamento que havia por baixo, no piso do terraço. Um apartamento amplo, decorado com motivos náuticos, em tons de azul, com um soalho igualmente bonito e uma vista tão bonita quanto a nossa. Este é um espaço a explorar, que funciona perfeitamente bem no verão, quando a procura é maior.

Também aqui os detalhes não são descorados e continuamos a viver (e absorver) uma atmosfera campestre, que nos leva de imediato para longe da agitação da cidade.



O terraço. O amplo e maravilhoso terraço. O terraço dos meus sonhos. Quando crescer, hei-de ter um terraço assim! 

Este é o espaço de ligação entre os dois apartamentos e serve, por isso, de local de convívio. Contaram-nos que os hóspedes se reuniam ali ao final de tarde, ao jantar ou para um after dinner, e trocavam histórias e experiências entre si, mesmo que não se conhecessem. É por isso que a Quinta é tão especial: promove esta interacção entre hóspedes e entre os hóspedes e a família, criando laços de amizade que permanecem aos dias de hoje, quebrando barreiras linguísticas e geográficas. 


Decorado com madeiras toscas, tons pastéis, floreados e apontamentos giríssimos, este foi um dos meus espaços favoritos na Quinta. Por tudo; pela decoração, pela sua área generosa, pela mesa imponente no centro, capaz de reunir a maior das famílias e pela vista. Sobretudo pela vista. Uma panorâmica onde pudemos contemplar a serra, na sua majestosidade.


A Quinta da Várzea tem ainda um amplo jardim, repleto de árvores de frutos e flores coloridas. Nele podemos respirar o ar puro do campo, sentir a brisa húmida tão típica em Sintra, observar a noite cair, o céu estrelado. Para descansar, tomar um chá ou simplesmente ouvir. Ouvir o riacho, ouvir os pássaros, viver a natureza. Um verdadeiro escape da agitação de Lisboa.


Se não conhecem este projecto convido-vos a acompanhar de perto, aqui, e apoiarem estas iniciativas empreendedoras, tão raras e (ainda mais) valorizadas numa altura em que a conjectura não é a mais favorável.

Conheçam a Madalena e a sua doce família, planeiem um fim de semana agora pelo Natal, a dois ou em família, ou fiquem com este registo para divulgar, no futuro. Quem sabe, podem conhecer alguém que tenha prazer em passar umas férias, de natal, de páscoa de verão (enfim...), em Colares, a um passo de sintra e outro do Guincho.

9 comentários

  1. Obrigada Sara! :) Não pintei o cabelo, mas por acaso acho que naturalmente ele ficou um bocadinho mais claro. E a luz ajudou naquelas fotografias para que parecesse ainda mais.
    Adorei todos estes detalhes e fotografias, parece mesmo ser um sitio lindo! xx

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  2. Apaixonei-me por cada detalhe, que casa amrosa :)

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  3. Já tinha ouvido falar imenso desse lugar e é, realmente, adorável :)

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  4. Que sítio tão encantador :) a decoração está tão bonita.. gosto muito de passar fins-de-semana em sítios destes, acolhedores e típicos :) *

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  5. Colares é amor. Toda a minha serra tem estes recantos maravilhosos que vale muito a pena visitar! :) Um amor de casinha!

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  6. Que espaço lindo! E que excelente reportagem a tua, sempre tão bem escrito!
    O projecto é encantador. Obrigada por nos mostrares estas maravilhas!

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  7. Oh Deus, fiquei apaixonada por esse espaço todo pensado ao pormenor! Adorei! :)

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  8. Oh Sara! Que casa tão linda! Cheiinha de pormenores e detalhes que me fariam muito feliz, e tenho a certeza que também te fizeram! A Madalena e a família parecem ser uns doces e fiquei mesmo com muita vontade de conhecer (-los) a quinta da várzea! Detalhes que só tu sabes pôr assim, deste jeito <3

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  9. wow, fiquei pasma com essas coisas tão amorosas :o

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