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t a v i r a

29 agosto 2014

A chegada. Hoje relembramos o passeio até Tavira, que já foi há quase duas semanas. O tempo passa depressa e as saudades apertam.


À semelhança do ano passado, acabámos por ir passar um fim de semana a Tavira, uma cidade que me cativou desde o primeiro instante. E porque sou uma rapariga que gosta, assumidamente, de tradições, pedi-lhe que me levasse a alguns sítios que me deu a conhecer, no ano passado. 


Assim foi. Ele não entende (ou então, no fundo, até entende!), mas respeita. Diz-me que devíamos conhecer outros sítios, ir para outro lado, ver outras coisas. Não sabe, (nem imagina!), o prazer nostálgico que tenho ao revisitar os sítios onde, outrora, fui feliz. E pedi-lhe que me levasse a esses sítios todos. E a outros, claro, já que há tanto para conhecer.


Neste primeiro dia de passeio, fomos cedo almoçar à Fuseta. De nome estranhamente engraçado e aspecto corriqueiro, é um sítio com uma beleza tosca e cheio de pormenores náuticos que me captaram o olhar. Levou-me a almoçar numa verdadeira pérola da freguesia, mesmo à beira da Ria Formosa.

A nossa situação para almoçar foi, no mínimo, caricata. O senhor Rui (assim se apresentou, o dono da tasquinha), recebeu-nos com a típica pergunta "dois para almoço?". Não o negámos mas percebemos que (mesmo ao 12h20), as mesas já estavam todas cheias.


Não se preocupem, disse ele, arranjo-vos já uma mesinha.

E qual o nosso espanto quando o vemos a ir, descarada e desavergonhadamente pedir uma mesa à pastelaria vizinha, colocando-a mesmo no meio da área da circulação daquela esplanada improvisada, com um grande grelhador ao canto, sempre ocupado com peixe fresco (fresquíssimo!). Foi um almoço maravilhoso. De requintado não tinha nada, mas foi o melhor peixe assado que já alguma vez comi. E isto, meus caros, é parte do encanto de Tavira*.

*Sei, agora, que a Freguesia da Fuseta não pertence a Tavira mas sim a Olhão. Oh, é tudo muito pertinho! 


O passeio continuou. De mãos dadas. E continua sempre melhor depois de uma refeição saborosa, deliciosa e inesquecível. O dia estava quente então voltámos a casa para nos refrescar. Tudo para mais tarde, ao final do dia, nos prepararmos para ir jantar a Ayamonte. Tal e qual como no ano passado. Tal e qual como eu gosto.


Mais uma vez, ele não entende:
Mas como podes tu gostar disto? É sujo e não é nada bonito.


Engana-se. Levou-me lá, pela primeira vez, o ano passado. E eu adorei. Não acho nada sujo, não acho nada feio. Ou pelo menos, eu não vejo as pastilhas coladas no chão, formando um padrão desengraçado, eu não vejo os contentores, que transbordam de lixo para a rua, eu não vejo os atentados graffitis feios nas fachadas.

Eu vejo as casas bonitas, com as varandas ornamentadas, vejo os azulejos maravilhosos, que revestem os bancos dos jardins, vejo a luz bonita que cobre o fim de tarde e os seus reflexos no rio. Vejo as velharias que vendem na feira, as deliciosas batatas que se fritam na churreria da esquina (e que nós trazemos sempre de souvenir para casa - para a engorda!).

E eu vejo isso tudo, e não vejo nada do resto, porque estou feliz. Porque estou com ele. Porque gosto desta nova tradição. E então só vejo as coisas bonitas. Mas ele não entende.

Porque vai ele a Ayamonte então, perguntam vocês?


Por isto!

Para continuar com a nossa rota-do-dia-gourmet, e já que havíamos almoçado numa mesa roubada (perdão!, emprestada), porque não terminar o dia em cima de uma toalha de plástico, com uma dose de calamares fritinhos com limão, outra generosa de gambas, assim mesmo — sem nada mais  só gambas, e duas cervezas geladas?


Assim foi. E espero que seja assim que continue a ser. Um relato cheio de detalhes bonitos e muitas (mas mesmo muitas) saudades destes dias em Tavira com ele. Mas tenho mais saudades dele.

Espero ainda conseguir partilhar o resto do nosso passeio, aqui pelo blog, ainda antes de Setembro. E espero também que tenham gostado e que fiquem por aí!

16 comentários

  1. É um sítio lindo! Essas fotos deixaram-me com vontade de lá ir :)

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  2. Uns detalhes de um algarve de azuis, azulejos, pôr-do-sol, e boa comida! Retratos quentes de um Verão ameno! Mil beijinhos

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  3. Adorei as fotografias e todo o texto, super cativante! <3

    http://fashionavenuebylilianasantos.blogspot.pt/

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  4. Gosto muito de Tavira e Ayamonte, dois sítios que também já visitei algumas vezes :) em Ayamonte conheço uma tasquinha que tem um choco frito maravilhoso e a melhor salada de tomate do mundo :D *

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  5. Partilha partilha. Estas fotos fazem imensa inveja e só dão é vontade de ir novamente de férias. Mas são bem bonitas de se ver! :)

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  6. Não só as fotos mas também o texto que escreveste é super cativante. Conforme lia, imaginava o que lia. Isso é muito bom, quer dizer que a escrita é boa e fluída. Cada vez gosto mais de ver e ler o teu blog.

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  7. Gosto das fotografias mas a tua capacidade de, em texto, nos teres ajudado a passear por elas, é ainda melhor! As saudades que tenho de um senhor Rui a ouvir-me dizer "é o costume".

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  8. Lindo! Não me canso de ver as fotografias que tiras :)

    \ Indigo Lights

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  9. Adorei as fotos mas ainda mais o texto! :) Parece que passaste uns dias de sonhos :)

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  10. Gostei bastante de Tavira. É uma vila mais pacata e com muita tranquilidade.

    xoxo,
    andy

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  11. Que belos detalhes, tenho a dizer que as tuas fotografias estão cada vez melhores! ADORO !

    Sweet Love,
    sweetcamomile.blogspot.pt

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  12. adorei cada detalhe que conseguiste transmitir de forma muito bonita para a fotografia. cativou sem dúvida :)

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  13. Tavira é um sítio muito bonito e adorei as fotografias ^^

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  14. Nada como ter uma visão própria, - mesmo quando ninguém entende- pois é esse mesmo olhar particular que torna as coisas/ lugares / momentos ainda mais especiais! E eu, gosto sempre da maneira peculiar como olhas e descreves os mil e um pormenores. :)

    Um beijinho, Andreia
    
http://pontofinalparagrafos.blogspot.pt

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